segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 


O município de Guaçuí realizou no período de 16 a 22 de agosto uma das maiores edições do Festival Nacional de Teatro quando recebeu 22 espetáculos, 01 oficina de audiovisual, 01 exposição de fotos e 20 reflexões cênicas, reunindo mais de 120 artistas e técnicos de sete estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraíba e, naturalmente, Espírito Santo. 

Com a coordenação do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira e recursos do município de Guaçuí, o 26º Festival Nacional de Teatro realizou quatro mostras de artes cênicas: palco adulto, espetáculos para infância e juventude, teatro de rua e de espetáculos alternativo. Na avaliação das montagens estiveram os jurados Tom Rezende, de São Paulo; Mário Ferreira e Kaio Serafim, do Espírito Santo e Juka Goulart, do Rio de Janeiro. Todos ligados às artes cênicas.

Com seis espetáculos concorrentes e um espetáculo convidado, o grande vencedor da Mostra de Teatro de Palco Adulto foi o espetáculo “Capitu e Bentinho”, do Grupo Teatral Caparaó de Alegre – ES, com seis prêmios: Melhor Espetáculo, Melhor Atriz – Bruna Frari, Melhor Direção e Melhor Ator – Danyel Sueth, Melhor Cenografia e Melhor Trilha Sonora Original. Foram contemplados ainda os espetáculos A Mais Forte, de Araçuaí – MG; Canção da Barbárie, de Sete Lagoas – MG; Uma Carta para Chaplin, do Rio de Janeiro – RJ; A farra de Benedito na Terra de João Redondo, da Serra -ES; e O Bar do Porto, de Aracruz – ES.

Na Mostra de Teatro Alternativo, no Espaço Cultural do Gota, Pó e Poeira, o espetáculo que levou mais prêmios pelos jurados foi No Centro da Margem, de Sete Lagoas – MG, da Ovorini Carpintaria Cênica, incluindo o Troféu Paulo Honório, ofertado pelo Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira. A montagem mineira ficou com Melhor Espetáculo, Melhor Direção – Alex Fabiano, Melhor Atuação – Alisson Oliveira, Melhor Sonoplastia, Melhor Dramaturgia, Prêmio Especial do Juri e Júri Popular.  O espetáculo “Isabel e o destino do chavelho”, de Ubá – MG, recebeu os prêmios de cenografia, trilha original, figurino, maquiagem e atuação coadjuvante.

O espetáculo Memória de Elefante, da Rococó Produções Artísticas, do Rio Grande do Sul, foi o vencedor da Mostra de Teatro para Infância e Juventude com sete premiações: Melhor espetáculo, Melhor Direção – Guilherme Ferrêra, Melhor Atriz Coadjuvante – Clarissa Siste, Melhor Maquiagem e Caracterização, Melhor Figurino, Melhor Iluminação, Melhor Trilha Sonora Original.  Houve prêmios ainda para O Quebra Cocos, do Rio de Janeiro; Ritornellos, de Jundiaí – SP; O dia da caça, de Goiânia; e A rainha que não teve infância, de Barbacena – MG, entre eles o troféu de júri popular e o prêmio de revelação do festival.

Já a Mostra de Teatro de Rua consagrou como grande campeã a montagem Chica, a princesa errante, da Cia Grifo de Teatro, de Jundiaí – SP.  O espetáculo paulista venceu nas categorias: Melhor Espetáculo, Melhor Direção – Lari de Souza, Melhor Cenografia, Melhor Ator Coadjuvante – Matheus Ferreira, Melhor Atriz – Clarice Rodrigues, Melhor Maquiagem e Caracterização, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora e Júri Popular. Outro espetáculo bastante premiado foi O lobisomem guará na vargem grande, da Cia Pais e Filhos, de São João de Nepomuceno – MG.  O prêmio especial do júri foi para Eliane Correia, de Eliane Correia, de Guaçuí, pela pesquisa e atuação continuada da contação de histórias.

Um dos pontos positivos das mostras foi a diversidade de linguagens, desde teatro de bonecos a contação de histórias, passando por temáticas de relevância social a biografias históricas. Nesta edição houve a presença da manipulação de bonecos em diversos espetáculos, ressaltando o trabalho do grupo de Goiás e ainda temas relevantes como a questão do manicômio de Barbacena e a biografia de Charles Chaplin, assuntos que muitos desconhecem, inclusive essas questões apresentadas e a contação de histórias tiveram prêmios especiais do júri.

Com casa praticamente lotada todos os dias, o Festival Nacional de Teatro de Guaçuí mantém-se firme na preservação das artes cênicas no sul Estado, sendo referência para outras regiões. Além da plateia de Guaçuí presente, muitas escolas de Minas Gerais, além das cidades do Caparaó Capixaba, fizeram-se presentes nas dos espetáculos para infância e juventude.  O público estimado foi de cerca de 3.500 pessoas durante o evento. 





quarta-feira, 5 de agosto de 2026

26º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí movimenta o Caparaó de 16 a 22 de agosto

 

O município de Guaçuí, na região do Caparaó capixaba, se prepara para viver sete dias intensos de arte e emoção com a realização do 26º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, que acontece de 16 a 22 de agosto. Com entrada com contribuição voluntária, a programação do festival - uma tradição no calendário cultural capixaba - reúne 22 espetáculos que serão apresentados no Teatro Fernando Torres, no Espaço Cultural “Gota, Pó e Poeira” e em ruas e praças públicas da cidade.

Realizado com recursos de parceria entre o Grupo Gota, Pó e Poeira e Prefeitura de Guaçuí, e com apoio de comércio local, o evento traz ao estado um recorte primoroso do teatro nacional, com peças vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, além de companhias do próprio Espírito Santo.

O festival conta ainda com o uma oficina de audiovisual “Teatro e Vídeo” ministrada por Júlio Estevan, do Rio Grande do Sul no Espaço Gota, Pó e Poeira, além de exposição de fotografias de Eder Gaioski, do Paraná, numa retrospectiva de espetáculos já apresentados em anos anteriores no evento. O encerramento contará com uma cerimônia de premiação, que reconhece os destaques do festival em diversas categorias.


Capixabas em cena

O teatro capixaba será representado no festival por grupos de Guaçuí, Anchieta, Aracruz, Alegre, Cariacica e Vitória, com espetáculos que vão do humor à crítica social. O tradicional e premiado Grupo Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí, criador e produtor do festival, em comemoração aos seus 43 anos, apresenta Os Sacrilégios do Amor, adaptação teatral dos contos de Nelson Rodrigues.

“A ideia é traçar também um painel das artes cênicas no Estado com espetáculos que trazem dilemas e discussões sociais, humor e referências a grandes temas e personagens da literatura e dramaturgia clássica em releituras”, enfatiza Carlos Ola, organizador.

Espetáculos do Circuito Nacional

O festival promete muitas emoções ao público ao trazer uma multiplicidade de linguagens, temas e abordagens. O teatro para infância e juventude promete movimentar a criançada com bonecos, memórias, palhaçaria e personagens clássicos; o teatro de rua apresenta releituras, romance, causos e jogos com máscaras; o espaço alternativo traz a contação de histórias, memórias afetivas e grandes dilemas; e o palco adulto do Teatro Fernando Torres vai de clássicos a discussões contemporâneas recheadas de humor, ironia e dramas. Enfim, uma programação para todos os gostos e idades.

PROGRAMAÇÃO DO FESTGUAÇUÍ 2026

Dia 16 de agosto – Domingo

17h - Isabel e o Destino do Chavelho – Ponto de Cultura Rastro dos Astros, de Ubá – MG (Espaço Gota, Pó e Poeira)

20h – Abertura Oficial (Teatro Fernando Torres)

20h15 - Uma carta para Chaplin - Quatro Artes Produções, do Rio de Janeiro – RJ

Dia 17 de agosto – Segunda-feira

10h - Um conto de amor nordestino – Coletivo Sonhe Que Dá, de Bayeux – PB (Praça da Matriz)

14h – O dia da caça – Grupo de Theatro Arte e Fogo, de Goiânia – GO (Teatro Fernando Torres)

18h -

20h - A mais forte – Cia Ícaros do Vale, de Araçuaí – MG (Teatro Fernando Torres)

 


Dia 18 de agosto – Terça-feira

14h – Memória de Elefante – Rococó Produções Artísticas – de Porto Alegre – RS (Teatro Fernando Torres)

19h - São Tantas Cabeças - Grupo HB de Teatro, de Cariacica – ES (Espaço Gota, Pó e Poeira)

20h15 - Canção da Barbárie – Cia Culturando Produções, de Sete Lagoas – MG (Teatro Fernando Torres)

 

Dia 19 de agosto – Quarta-feira

09h – Oficina de teatro e vídeo, com Júlio Estevan, de Porto Alegre – RS (Espaço Gota, Pó e Poeira)

15h – O Bar do Porto – Trupamba Cia Teatral, de Aracruz – ES (Teatro Fernando Torres)

17h30 - Chica, a princesa errante – Cia Grifo Teatro, de Jundiaí – SP (Praça da Matriz)

20h - A farra de benedito na terra de João Redondo – Cia Euforia de Teatro, da Serra – ES (Teatro Fernando Torres)

21h15 - No Centro da Margem – Ovorini Carpintaria Cênica, de Sete Lagoas – MG (Espaço Gota, Pó e Poeira)

Dia 20 de agosto – Quinta-feira

14h - Ritornellos – Cia Tramp de Palhaços, de Jundiaí – SP (Teatro Fernando Torres)

16h - A maldição e o mistério de Kalá – Grupo Rerigtiba de Teatro, de Anchieta – ES (Praça da Matriz)

19h - Insanos – Grupo de Teatro Insanos, de Vitória – ES (Espaço Gota, Pó e Poeira)

20h - Burburinho – Grupo EPA, do Rio de Janeiro – RJ (Teatro Fernando Torres)

Dia 21 de agosto – Sexta-feira

14h - O Quebra-Cocos – Grupo Teatral AsLucianas, do Rio de Janeiro – RJ (Teatro Fernando Torres)

17h30 - O Lobisomem Guará da Vargem Grande – Cia de Teatro Pais e Filhos, de São João Nepomuceno – MG (Praça João Acacinho)

20h - Capitu e Bentinho – Grupo Teatral Caparaó, de Alegre – ES.  (Teatro Fernando Torres)

 

Dia 22 de agosto - Sábado

14h – A rainha que não teve infância – Grupo Conta Outra, de Barbacena – MG (Teatro Fernando Torres)

20h – Os Sacrilégios do Amor – Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí – ES (Teatro Fernando Torres)

21h – Cerimônia de encerramento e premiação.

 

Realização:

Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira

Prefeitura Municipal de Guaçuí - ES