quarta-feira, 5 de agosto de 2026

26º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí movimenta o Caparaó de 16 a 22 de agosto

 

O município de Guaçuí, na região do Caparaó capixaba, se prepara para viver sete dias intensos de arte e emoção com a realização do 26º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, que acontece de 16 a 22 de agosto. Com entrada com contribuição voluntária, a programação do festival - uma tradição no calendário cultural capixaba - reúne 22 espetáculos que serão apresentados no Teatro Fernando Torres, no Espaço Cultural “Gota, Pó e Poeira” e em ruas e praças públicas da cidade.

Realizado com recursos de parceria entre o Grupo Gota, Pó e Poeira e Prefeitura de Guaçuí, e com apoio de comércio local, o evento traz ao estado um recorte primoroso do teatro nacional, com peças vindas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, além de companhias do próprio Espírito Santo.

O festival conta ainda com o uma oficina de audiovisual “Teatro e Vídeo” ministrada por Júlio Estevan, do Rio Grande do Sul no Espaço Gota, Pó e Poeira, além de exposição de fotografias de Eder Gaioski, do Paraná, numa retrospectiva de espetáculos já apresentados em anos anteriores no evento. O encerramento contará com uma cerimônia de premiação, que reconhece os destaques do festival em diversas categorias.


Capixabas em cena

O teatro capixaba será representado no festival por grupos de Guaçuí, Anchieta, Aracruz, Alegre, Cariacica e Vitória, com espetáculos que vão do humor à crítica social. O tradicional e premiado Grupo Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí, criador e produtor do festival, em comemoração aos seus 43 anos, apresenta Os Sacrilégios do Amor, adaptação teatral dos contos de Nelson Rodrigues.

“A ideia é traçar também um painel das artes cênicas no Estado com espetáculos que trazem dilemas e discussões sociais, humor e referências a grandes temas e personagens da literatura e dramaturgia clássica em releituras”, enfatiza Carlos Ola, organizador.

Espetáculos do Circuito Nacional

O festival promete muitas emoções ao público ao trazer uma multiplicidade de linguagens, temas e abordagens. O teatro para infância e juventude promete movimentar a criançada com bonecos, memórias, palhaçaria e personagens clássicos; o teatro de rua apresenta releituras, romance, causos e jogos com máscaras; o espaço alternativo traz a contação de histórias, memórias afetivas e grandes dilemas; e o palco adulto do Teatro Fernando Torres vai de clássicos a discussões contemporâneas recheadas de humor, ironia e dramas. Enfim, uma programação para todos os gostos e idades.

PROGRAMAÇÃO DO FESTGUAÇUÍ 2026

Dia 16 de agosto – Domingo

17h - Isabel e o Destino do Chavelho – Ponto de Cultura Rastro dos Astros, de Ubá – MG (Espaço Gota, Pó e Poeira)

20h – Abertura Oficial (Teatro Fernando Torres)

20h15 - Uma carta para Chaplin - Quatro Artes Produções, do Rio de Janeiro – RJ

Dia 17 de agosto – Segunda-feira

10h - Um conto de amor nordestino – Coletivo Sonhe Que Dá, de Bayeux – PB (Praça da Matriz)

14h – O dia da caça – Grupo de Theatro Arte e Fogo, de Goiânia – GO (Teatro Fernando Torres)

18h -

20h - A mais forte – Cia Ícaros do Vale, de Araçuaí – MG (Teatro Fernando Torres)

 


Dia 18 de agosto – Terça-feira

14h – Memória de Elefante – Rococó Produções Artísticas – de Porto Alegre – RS (Teatro Fernando Torres)

19h - São Tantas Cabeças - Grupo HB de Teatro, de Cariacica – ES (Espaço Gota, Pó e Poeira)

20h15 - Canção da Barbárie – Cia Culturando Produções, de Sete Lagoas – MG (Teatro Fernando Torres)

 

Dia 19 de agosto – Quarta-feira

09h – Oficina de teatro e vídeo, com Júlio Estevan, de Porto Alegre – RS (Espaço Gota, Pó e Poeira)

15h – O Bar do Porto – Trupamba Cia Teatral, de Aracruz – ES (Teatro Fernando Torres)

17h30 - Chica, a princesa errante – Cia Grifo Teatro, de Jundiaí – SP (Praça da Matriz)

20h - A farra de benedito na terra de João Redondo – Cia Euforia de Teatro, da Serra – ES (Teatro Fernando Torres)

21h15 - No Centro da Margem – Ovorini Carpintaria Cênica, de Sete Lagoas – MG (Espaço Gota, Pó e Poeira)

Dia 20 de agosto – Quinta-feira

14h - Ritornellos – Cia Tramp de Palhaços, de Jundiaí – SP (Teatro Fernando Torres)

16h - A maldição e o mistério de Kalá – Grupo Rerigtiba de Teatro, de Anchieta – ES (Praça da Matriz)

19h - Insanos – Grupo de Teatro Insanos, de Vitória – ES (Espaço Gota, Pó e Poeira)

20h - Burburinho – Grupo EPA, do Rio de Janeiro – RJ (Teatro Fernando Torres)

Dia 21 de agosto – Sexta-feira

14h - O Quebra-Cocos – Grupo Teatral AsLucianas, do Rio de Janeiro – RJ (Teatro Fernando Torres)

17h30 - O Lobisomem Guará da Vargem Grande – Cia de Teatro Pais e Filhos, de São João Nepomuceno – MG (Praça João Acacinho)

20h - Capitu e Bentinho – Grupo Teatral Caparaó, de Alegre – ES.  (Teatro Fernando Torres)

 

Dia 22 de agosto - Sábado

14h – A rainha que não teve infância – Grupo Conta Outra, de Barbacena – MG (Teatro Fernando Torres)

20h – Os Sacrilégios do Amor – Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí – ES (Teatro Fernando Torres)

21h – Cerimônia de encerramento e premiação.

 

Realização:

Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira

Prefeitura Municipal de Guaçuí - ES



 

terça-feira, 14 de julho de 2026

ESPAÇO CULTURAL GOTA, PÓ E POEIRA REALIZA MOSTRA ARTÍSTICA EM GUAÇUÍ

 


O Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira promove no período de 16 a 19 de julho a I Mostra Artística do seu espaço cultural localizado em Guaçuí, encerrando as atividades do I ciclo do edital 03/2025 do Fundo Estadual de Cultura e Política Nacional Aldir Blanc. O evento, com entrada franca, vai reunir peças teatrais, contação de histórias, exibição de vídeos, cenas curtas e exposição de artes visuais sendo resultado das oficinas oferecidas.

Criado há cinco anos, o Espaço Cultural do Gota, Pó e Poeira oferece oficinas de teatro em diferentes módulos: introdução ao teatro, improviso, corpo cênico, teatro-dança, contação de histórias, audiovisual e jogos teatrais. Essas atividades tiveram uma implementação maior com o grupo sendo contemplado por edital de manutenção de espaços culturais da Secult-ES. De agosto de 2025 para cá os alunos produziram dois espetáculos teatrais, diversas cenas curtas, participaram de curtas e ainda de contação de histórias.

A programação começa no dia 16 de julho com a reapresentação do espetáculo “O pequeno príncipe”, adaptado da obra do escritor francês Saint Exupèry. A saga de um menino para entender a rosa que nasceu em seu planeta será contada por seis atores formados nos módulos oferecidos no espaço cultural. Também nesse mesmo dia acontecerão apresentações de cenas curtas produzidas pelos alunos nas oficinas de introdução ao teatro e improviso.

Já no dia 17 de julho o Coletivo Guaçuí em Cena, convidado da mostra, faz a apresentação do espetáculo “O menino que virou história”, da premiada autora Nanna Castro. A história de uma traça que gostava de ler vai se cruzar com a trajetória de um menino que cai dentro de um livro, nascendo ali uma grande amizade. “Este espetáculo conta com atores formados em oficinas de anos anteriores e que hoje estão no mercado profissional, com atores dos módulos atuais, para que aconteça uma interação entre eles”, diz Carlos Ola, coordenador do projeto.

No sábado, dia 18, às 17h, a programação começa com contação de história, com participação dos alunos e também de convidados. Nesta atividade, alguns alunos mostrarão um pouco da técnica aprendida com a professora, atriz e contadora de histórias, Eliane Correia, também integrante do Projeto. Já às 19 horas, a programação conta com a reapresentação da comédia “A incrível peleja contra a morte”, produzida na oficina de jogos teatrais, adaptada da obra de Cesário Candhi, do Rio de Janeiro, inspirada na cultura popular.

Para encerra a mostra, no domingo, dia 19, a programação contará com a apresentação do espetáculo “Caparaó, a história de uma princesa”, com o trabalho solo do ator e professor do módulo de improviso Caio Pereira, integrante da Cia Meato, de Guaçuí. Em seguida haverá a finalização com exibição de curtas e reportagens sobre o espaço.

Para os alunos Julia Rayna e Saulo Matos, as oficinas proporcionam um aprendizado intenso dentro das artes cênicas, conhecendo técnicas e linguagens diversas. Além disso, têm contribuído para laços de amizades entre os alunos e quebras de timidez. “Com certeza vamos levar o aprendizado para dentro de nossas vidas tanto no campo pessoal como profissional”, declaram.

O Espaço Cultural Gota, Pó e Poeira fica localizado em um galpão na Rua Joaquim Martinho de Carvalho, 211 – Centro, em Guaçuí, próximo do Estádio Municipal Francisco Lacerda Aguiar e Polícia Ambiental.



quinta-feira, 25 de junho de 2026

COLETIVO DE GUAÇUÍ ENCERRA CIRCULAÇÃO DE ESPETÁCULO PARA AS INFÂNCIAS COM SUCESSO

 

Coletivo Guaçuí em Cena, surgido das oficinas do Ponto de Cultura “Gota, Pó e Poeira”, realizou no período de dia 21 a 29 de abril deste, uma série de seis apresentações gratuitas da peça “O menino que virou história”, para público espontâneo e estudantes das escolas municipais e estaduais, tendo como objetivos facilitar o acesso dos mesmos aos bens culturais, formação de plateia e, ao mesmo, exercitar seu processo de profissionalização no mercado das artes cênicas.

O espetáculo foi apresentado em cinco cidades: Guaçuí, Serra, Alegre, Anchieta e Cachoeiro de Itapemirim, dentro do edital 19/2024, do Funcultura/PNAB, de projetos para as infâncias. Com a aprovação nesse edital, a peça passou por uma reformulação em seu elenco e também em seu cenário, para facilitar na sua circulação em espaços alternativos pelos municípios capixabas.

“O Menino que Virou História" é uma peça infantil que narra a aventura de Rafa, um garoto que detesta ler e é forçado a frequentar uma biblioteca. Lá ele conhece Zig, uma traça leitora que o introduz ao "Reino das Páginas", onde ele descobre inúmeras aventuras, personagens incríveis e o prazer da leitura. A história destaca a importância de ler para evitar que livros e os personagens desapareçam.

Para contar essa história, o diretor do espetáculo Carlos Ola teve a presença dos atores do Coletivo Guaçuí Em Cena: Yago Cindra, Rafaela Carvalho, Saulo Matos, Eduarda Pascoal, Matheus Soares, Caio Pereira e Scarlaty Couzi, além de Neuza de Souza na sonoplastia. “Todos do elenco têm grande encantamento pelo texto de Nanna Castro que trata de forma lúdica a necessidade do incentivo à leitura. São personagens bem construídos e que levam à reflexão tanto da criança quanto do adulto”, garante o diretor.

Para Rafaela Carvalho, atriz que interpreta Zig, o texto trata de assuntos que vão além do incentivo à leitura, pois evidencia também a questão de ser diferente dentro de um universo padrão e oferece campo para se discutir até mesmo o bullyng e a rejeição. “O espetáculo é uma grande reflexão sobre a aceitação e isso o faz uma ferramenta para também os educadores”, declara.

A estreia do trabalho nessa nova temporada aconteceu no dia 21 de abril, no Teatro Municipal Fernando Torres, em Guaçuí, com entrada franca e contando com excelente público. Depois seguiu apresentando em espaços alternativos e também em escolas da rede municipal e estadual.

Além dessas cinco apresentações oficiais da mini temporada, o Coletivo retornou à cidade da Serra quando fez mais duas apresentações do espetáculo dentro da 4ª Mostra de Teatro da Serra a convite do Teatro Estação Cidadania e Cultura, no dia 10 de junho, para uma plateia formada basicamente de estudantes. Já nessas apresentações contou com a participação dos atores Warlei Mota e Kaio Rodrigues.



segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Atores de Guaçuí são premiados em festivais de teatro em Minas Gerais

 

O município de Guaçuí esteve representado no I Festival de Teatro de Guarani – MG no período de 17 a 19 de outubro com dois espetáculos teatrais: a comédia Amor com Amor se Paga e o espetáculo de rua A lenda de um homem sem nome e conquistou 10 importantes prêmios, o que realça o forte trabalho nas artes cênicas realizado no seu Ponto de Cultura.

A primeira participação foi com o Coletivo Guaçuí Em Cena com a comédia Amor com Amor se Paga, adaptada da obra de França Júnior, do século 19. A peça que narra os desencontros de dois casais foi aclamada pelo público e conquistou os prêmios melhor trilha sonora (Rainne Medeiros, Vitória Ribeiro e Carlos Ola), melhor figurino, melhor cenário, melhor atriz (Eduarda Pascoal), melhor atriz coadjuvante (Rafaela Carvalho), melhor ator coadjuvante (Mateus Soares) e melhor direção (Carlos Ola), isso dentro categoria comédia.

 

A outra participação foi com o Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira com o espetáculo A lenda de um homem sem nome, inspirada na lenda da Pedra do Diabo do historiador e cronista Adelpho Poli Monjardim. A narrativa de um homem que faz um pacto com o sobrenatural para reaver seus bens reuniu um grandioso público na Praça da Prefeitura de Guarani – MG, e conquistou os prêmios de melhor ator (Matheus Soares), melhor atriz coadjuvante (Eduarda Pascoal) e melhor figurino (Rosa Miranda).

Durante os três dias a pequena cidade mineira recebeu 14 espetáculos de diversas partes do país que mostraram uma produção que envolveu dramas, monólogos, comédias, teatro infantil e teatro de rua. Essa diversidade de linguagem e técnicas levou entretenimento ao público e formação para os participantes, visto as rodas de conversas e os intercâmbios propostos.

Para o coordenador do Ponto de Cultura e diretor administrativo do Gota, Pó e Poeira Carlos Ola a participação em Guarani reforça trabalho desenvolvido em Guaçuí na formação de novos atores e técnicos oferecido nas suas oficinas e também a tradição em mostrar um trabalho bem elaborado e com pesquisa. “Fomos muito bem recebidos em Guarani e pudemos trocar experiências com outros grupos e coletivos, e com a coordenação do festival. Isso fortalece nossa produção e se reflete na premiação dos espetáculos e dos atores, e também pela consagração com o público.”, declara o diretor.

Além dos premiados na solenidade de encerramento no clube da cidade de Guarani, os elencos de Guaçuí contaram com os atores e técnicos Anderson Américo Vargas, Igor Nunes e Yago Cindra.

Festival Nacional de Teatro de Governador Valadares

Também neste período de 17 a 19 de outubro, a atriz Eliane Correia, da Cia Mais Um Ponto Mais Um Conto foi premiada em Governador Valadares – MG, com o espetáculo Feita de Papel, no qual ela encena parte da história da escritora Carolina Maria de Jesus. Eliane Correia recebeu o prêmio de melhor atriz  e  ainda melhor espetáculo alternativo e melhor figurino por essa produção.

Neste mesmo festival, o espetáculo "A última cena", do Grupo Teatral Caparaó, de Alegre - ES, foi contemplado com o prêmio de Melhor Maquiagem. Danyel Sueth, ator e diretor do monólogo, tem parceria com o Ponto de Cultura de Guaçuí.



sexta-feira, 19 de setembro de 2025

ESPAÇO CULTURAL GOTA , PÓ E POEIRA FORTALECIDO COM APRESENTAÇÕES E OFICINAS

 



 
 

De junho para cá muita coisa aconteceu no Espaço Cultural e Ponto de Cultura do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira. Foram oficinas, peças teatrais, contação de história, ensaios, exibição de vídeos, residência artística e muitas trocas. Tudo isso para valorizar e fortalecer a cultura e as artes do município de Guaçuí e região.

No período de 22 a 28 de junho aconteceu o 25º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí com três apresentações no Espaço Cultural e ainda bate papos com os analistas das mostras com peças adultas e alternativas. Passaram pelo espaço os espetáculos “Terra Cora”, da Cia da M.A.T.I.L.D.E. de São Caetano do Sul, São Paulo; “Dois perdidos numa noite suja”, da Cia Futuros Carecas, de Minas Gerais; e “Pão”, da Cia Sei lá o que de teatro, de Goiânia, Goiás. O universo de Cora Coralina, o mundo marginal de Plínio Marcos, e a irreverência de Tiago Renner vivendo Téspis, tomaram conta do espaço, numa apropriação com poesia, reflexão e humor. Com isso a mostra de espetáculos alternativos se consolida no Festival de Teatro de Guaçuí. (Fotos Eder Gaioski)

 

Para relembrar, saíram vencedores nas mostras oficiais os espetáculos "Piolin e Bejamim", de São  Caetano do Sul, no palco adulto; "As aventuras de João, a princesa e o tapete voador", de Porto Alegre, no palco para infância e juventude; "Xinfrim", de Iracemápolis, no teatro de rua; e "Dois perdidos numa noite suja", no espaço alternativo. O troféu Paulo Honório da Costa, ofertado pelo grupo, ficou com Terra Cora, de São Caetano do Sul. (Fotos Eder Gaioski)

 

Dentro dos módulos de formação do projeto aprovado pela lei Paulo Gustavo, do edital programação continuada de espaços culturais da Secult-ES, aconteceu a Oficina Corpo Cênico com a bailarina e atriz Eduarda Pascoal, com encerramento no mês de agosto. A oficineira deu iniciação em dança para os participantes que culminou numa apresentação com presença de convidados. E na sequência a atriz Eliane Correia iniciou oficina de contação de histórias que se encerrou nesta semana com apresentação de três narrativas com elementos sobrenaturais.

 

Dando continuidade, os participantes inscritos na oficina entraram no dia 18 de setembro no módulo do diretor Carlos Ola, com prática de montagem, quando serão montados dois trabalhos a serem apresentados em dezembro, possivelmente no Teatro Fernando Torres e, logicamente, no Espaço Cultural do Gota, Pó e Poeira. Serão duas turmas contempladas em projetos distintos pela Lei Paulo Gustavo e Pela Lei Aldir Blanc,  nos editais da Secult, entre eles o 003/2025.

 

O espaço ainda foi utilizado para ensaios de diversos espetáculos, entre eles “A Sós”, do Grupo Teatral Caparaó, de Alegre; “Presa Fácil”, do Coletivo Guaçuí em Cena; “A lenda de um homem sem nome” e “O guardião do rio”, ambas do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira. Também a música teve seu momento, com ensaio da dupla “Os blues brothers”, com repertório voltado para a Jovem Guarda, com interpretação de Anderson Américo e Kaio Rodrigues.

   

Entre as apresentações, duas montagens receberam público espontâneo. A primeira foi “A lenda de um homem sem nome”, numa preparação para o Festival Nacional de Passos e Região. A peça foi apresentada no mês de julho e contou uma história capixaba, com base na lenda “A pedra do diabo”, de Adelpho Poli Monjardim. E em agosto teve a apresentação de “Presa Fácil”, do Coletivo Guaçuí Em Cena, dentro do edital da Lei Aldir Blanc do município de Guaçuí, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes.

 

Para dar sequência ao processo do espetáculo “Presa Fácil”, depois das apresentações em agosto no Espaço, os atores Igor Nunes e Matheus Soares, e os técnicos do espetáculo “Presa Fácil”, iniciaram uma residência artística com o ator Luiz Carlos Cardoso, do Grupo Anônimos de Teatro de Vitória, para estreia oficial no fim do ano. O ator e diretor já ministrou dois módulos, dentro do edital nº 10/2024 de artes cênicas da Secult e Funcultura.

 




terça-feira, 22 de abril de 2025

ESPETÁCULO DE GUAÇUÍ É PREMIADO EM FESTIVAL DE MINAS GERAIS

 

O coletivo teatral Guaçuí em Cena recebeu cinco importantes prêmios no 13º Festival Nacional de Teatro de Ubá, ocorrido no período de 12 a 21 de abril, na categoria comédia, quando apresentou o espetáculo “Amor com amor se paga”, do dramaturgo do século XIX França Júnior. Além do prêmio de melhor espetáculo da categoria, ainda recebeu os troféus de melhor cenário, melhor figurino, melhor direção para Carlos Ola, e melhor ator com Matheus Soares.

Saído do realismo do século XIX e transposto para as armadilhas amorosas do século XXI, o espetáculo conta a história de uma confusão entre casais tendo como pano de fundo o adultério. Já o fio condutor do humor está por conta de Vicente, um serviçal que acaba se envolvendo nas confusões amorosas do patrão, um juiz de direito. “Foi um exercício intenso de teatro ao transpor a linguagem de dois séculos atrás para as modernidades dos dias atuais, com uma suposta troca de casais, porém de forma leve e com muito humor”, declara o diretor.

Na condução do espetáculo, o coletivo levou para cena cinco atores: Eduarda Pascoal, Rafaela Carvalho, Igor Nunes, Yago Cindra e o premiado Matheus Soares; todos frutos das oficinas do Ponto de Cultura do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira. “As oficinas oferecem uma formação técnica e gabaritam os integrantes a estar em cena em importantes mostras, como essa ocorrida em Ubá. O espetáculo é fruto desses módulos e a premiação comprava que estamos no caminho certo”, afirma Soares.

A apresentação em Ubá é a primeira fora do município de Guaçuí. A peça estreou em 2023, passou por um processo de reformulação no seu elenco e agora parte para novos circuitos e mostras. A experiência, segundo o elenco, foi bastante positiva e o desejo é prosseguir com o trabalho para que o humor ainda seja mais preciso.

O coletivo, formado por jovens atores, destaca a importância do Festival de Ubá, impecável na sua organização e com excelentes produções de todo Brasil. Na sua grade estavam produções do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Ceará, Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais e Espírito Santo. Houve ainda a presença de um grupo de Portugal, com um belo trabalho de teatro alternativo. Realmente Ubá foi palco das brasilidades onde a diversidade se expressou, definem os atores.