segunda-feira, 26 de junho de 2017

DANÇAS E FESTAS JUNINAS TOMAM CONTA DA CIDADE

O final de semana foi intenso em atividades culturais em Guaçuí, pois foi marcado pelas comemorações do dia de São João, normalmente uma ocasião em que ocorrer inúmeras festas juninas, principalmente em escolas e comunidade. Assim ocorreu no Colégio São Geraldo e também na Escola Israel, com muita música, comidas e bebidas típicas, e as tradicionais quadrilhas e danças. Sem dúvida, o colorido das roupas e das bandeirinhas aqueceram a tarde e a noite de São João.
O surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João. Essas festas eram conhecidas como Joaninas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.
Com certeza no próximo final de semana haverá mais festas com muita música, dança, animação, bandeirinhas e fogueira, e entre elas o tradicional “arraiá” do Cemei Zélia Viana de Aguiar, o antigo Jardim de Infância, no domingo, que sempre movimenta a comunidade guaçuiense e as tardes e noites frias do inverno.



REALIZADO O I FESTIVAL DE DANÇA DE GUAÇUÍ
O sábado de São João ainda foi de muita dança, pois o Ballet Rick Reis realizou o 1º Festival de Dança de Guaçuí, reunindo 37 coreografias, vindas de diversas partes do Estado, tais como Castelo, Vitória, Colatina, Cachoeiro e Guaçuí; e de outros estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nos mais variados estilos e também idade dos bailarinos, teve espaço para o clássico, o jazz, o contemporâneo, o hip hop, a gafieira, a dança de salão e a dança do ventre, provando a possibilidade de um festival ainda maior no ano que vem, abrindo assim caminhos para outro grande evento cultural na cidade.
Entre as boas atrações do 1º Festival de Dança de Guaçuí, foi a presença do bailarino Marciano Silva dos Santos, que já passou por importantes companhias capixabas, e hoje atua e trabalha nos Estados Unidos. O bailarino ministrou um 
workshop no sábado pela manhã e promete que no ano que vem volta para outra edição. Vamos esperar!

BALÉ DA ILHA ENCANTA PLATEIA GUAÇUIENSE
Também vale registro nesta coluna a bela apresentação do espetáculo de dança “Teoria Geral da Fossa”, apresentado no dia 25 de junho, no Teatro Fernando Torres, competindo com diversas festas juninas espalhadas peça cidade. Em 50 minutos de dança, fragmentos de várias crônicas de Carmélia Maria de Souza, escritora capixaba, foram apresentados em cena, num excelente trabalho de cinco bailarinos. A Cia Balé da Ilha, de Vitória, fez um trabalho primoroso e encantou, arrebatando calorosos aplausos do público ao final.
Entre os bailarinos da Cia Balé da Ilha, estava Patrícia Miranda, bisneta de Abigail e Wenceslau Miranda, possivelmente os primeiros proprietários da Pharmácia Espírito Santo, que funcionava debaixo do Hotel Minas Gerais. Antes de a apresentação acontecer, a bailarina quis visitar os locais onde funcionava o comércio da família e ainda a antiga casa dos avós, na Avenida Francisco Lacerda de Aguiar.


O Balé da Ilha ainda ministrou oficina de corpo para alunos do Ponto de Cultura Guaçuí Em Cena.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O passado e o presente de um Teatro Municipal




Em 30 de junho de 2000 aconteceu a inauguração do Teatro Municipal de Guaçuí, numa justa homenagem ao grande ator Fernando Torres, filho deste município. Na ocasião, além do homenageado, esteve presente sua esposa Fernanda Montenegro que se confessou encantada com a casa de espetáculos, uma das melhores do Espírito Santo devido a sua qualidade acústica e seu palco capaz de receber bons espetáculos teatrais. Sua primeira atração foi a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo para uma plateia de mais de 300 pessoas, entre guaçuienses e visitantes. Foi um momento inesquecível, tanto por receber o ilustre homenageado quanto por ter a primeira grande dama do teatro nacional em nossas terras.
A trajetória do Teatro Municipal Fernando Torres teve, como qualquer outra casa de espetáculos, seus altos e baixos. Teve casas lotadas para ver espetáculos como “Violetas na janela”, com a atriz Ana Rosa; “Confissões de adolescentes”, grande sucesso no eixo Rio-São Paulo; “Aonde está você agora”, com jovens atores como Luciano Viana, Bruno Gradim, Iran Malfitano”; a shows de humor como Luis Salém, Ary Toledo e Juca Chaves, entre tantos outros.
Um palco para a dança e música
Foi palco de dança para grandes companhias capixabas como o Balé da Ilha, Cia Mitzi Marzutti, Negraô, Cia Homem de Dança, Cia Urgente de Dança e Teatro, além de muitas outras que até fica enumerar, porém é palco sempre do Balé Rick Reis, que já foi Balé Guaçuí e também Balé da Movimento Academia, e todos são unânimes em elogiar o grande palco do teatro guaçuiense. E, a propósito, neste domingo tem espetáculo: “Teoria Geral da Fossa”, de Vitória, às 17 horas.
Na música essa relação também não é diferente. Grandes shows estaduais já passaram por nossa cidade, e fizeram boas apresentações no Fernando Torres. Muitos vieram pelo Projeto de Circulação Cultural do Governo do Estado do Espírito Santo, numa forma de incentivar muitos talentos capixabas, e principalmente favorecer o acesso a cultura à população do interior. Bandas guaçuienses também tiveram vez nessa trajetória, tais como a Retrô, os músicos Thiago e Lucas Arruda, sem esquecer a Lira Santa Cecília e o projeto musical de Celso Montoni. O palco do teatro e democrático, e bandas evangélicas, católicas e estudantis também tiveram vez. Os shows nacionais não foram frequentes, isso se deve ao tamanho do teatro, mas Paulinho Pedra Azul e Xangai trouxeram seu belo canto para alegria de poucos.
O Festival Nacional de Teatro
Sem dúvida, o grande chamariz do Teatro Fernando Torres é o Festival Nacional de Teatro que atrai o seu maior público e este ano acontece de 13 a 19 de agosto. É uma semana de apresentações, em dois ou três horários por dia, com atores e técnicos de várias partes do Brasil, contemplando o sudeste, o nordeste, o sul e o norte do país. Pelo festival já passaram grandes estrelas, em início de carreira ou já consolidados, como David Lucas, Raoni Carneiro, Mayana Neiva, Erike Busoni (prêmio Shell de iluminação), só para citar alguns.
Companhias com trajetórias premiadas, inclusive com temporadas no exterior, e outras com pouco tempo de estrada, porém com trabalhos de intensas pesquisas, fizeram e fazem do Teatro Fernando Torres um ponto de referência no teatro brasileiro, e o seu palco faz de Guaçuí, na época da realização do festival, “a capital capixaba das artes cênicas”. Se não houvesse o Teatro Fernando Torres, isso não seria possível.
Os seus dias mais tristes é quando se vê uma plateia com poucas pessoas, mostrando uma população cada vez mais distante das artes e da cultura. Porém, a lição da “Fênix”, em renascer das cinzas, faz com que a cada segunda-feira seja preciso reunir novamente as forças e insistir que no próximo final de semana será melhor. É preciso crer sempre nisso.

terça-feira, 6 de junho de 2017

UMA SEMANA DE COM ÓPERA E VÍDEOS AMBIENTAIS

Os 18 anos do Teatro Municipal Fernando Torres começam a ser comemorados com ópera, no dia 10 de junho, às 20 horas, com entrada franca, dentro do Projeto de Circulação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.  “O Telefone” narra a história de Bem (barítono), que tendo um presente, vem visitar Lucy (soprano) em seu apartamento, ele quer pedir sua mão em casamento antes que ele parta em uma viagem. Apesar de suas tentativas para chamar sua atenção o tempo todo, não é suficiente para fazer a sua pergunta, pois Lucy está ocupada com conversas intermináveis ao telefone celular. Entre suas chamadas, quando Lucy sai da sala, Ben ainda tenta destruir o aparelho de celular - sem sucesso, restando apenas uma tentativa de comunicar o seu pedido.
A montagem, dirigida por Janette Dornellas, explora a influência direta que as comédias francesas e operetas exerceram sobre nosso teatro na segunda metade do século XX. O roteiro musical incorpora árias e recitativos da ópera traduzidos para o português, numa versão contemporânea.
O Telefone é, acima de tudo, um espetáculo leve, ligeiro, gaiato e bem-humorado. Mas é, principalmente, com a experiente e consagrada dupla de atores-cantores e com toda a malícia e frescor de seu jogo de cena, que essa pequena joia de Menotti vem tocando o coração das plateias por onde passa.
ESCOLA ANTÔNIO CARNEIRO VENCE MOSTRA DE VÍDEO
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio “Antônio Carneiro Ribeiro”, de Guaçuí, Região do Caparaó, foi a grande vencedora da cerimônia de premiação da V Mostra de Vídeos  - Curtas Tema Ambiental, realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guaçuí, realizada no dia 1º de junho, no Teatro Municipal  Fernando Torres. O vídeo produzido com participação de alunos de ensino fundamental e médio recebeu três prêmios, sendo de roteiro original, fotografia e melhor curta.
A mostra, que ocorre desde o ano de 2013, contou com a participação de escolas das redes municipal, estadual e privada, sendo sete curtas participantes, todos com o tema escolhido para este ano - “Mata Atlântica” - e tem como objetivo apresentar temas relacionados a questões ambientais numa abordagem de situações vivenciadas no cotidiano da população em geral. Para isso, há oficinas de roteiro e preparação técnica, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, além de ensaios diversos para a filmagem dos curtas nas escolas.
O curta premiado da Escola “Antônio Carneiro Ribeiro” - O Coração da Floresta – teve o roteiro produzido pelos alunos do Curso Técnico Integrado: Kaio Sarafim e Maria Eduarda Mercúrio, ambos do terceiro ano, e fala de forma lúdica da necessidade de formar “guardiões da floresta” para defender a Mata Atlântica, e para isso recorre à narrativa de um jovem que tem seu destino mudado a partir de um encontro com figuras místicas da mata.

PREMIAÇÃO COM O GOVERNADOR DO ESTADO
Alunos e professores participaram nesta segunda feira, dia 05 de junho, às 10 horas da manhã, de uma segunda premiação da Mostra, no Teatro Municipal Fernando Torres, desta vez com a presença do Governador Paulo Hartung, quando o mesmo esteve em Guaçuí para assistir aos curtas premiados produzidos pelas escolas do município, entre outros assuntos de sua agenda na cidade.

Outros curtas premiados foram das escolas Deocleciano de Oliveira, São Geraldo e Escola Viva, em categorias como adequação ao tema, especial do júri, edição, roteiro adaptado. E, a propósito, os curtas estão sendo exibidos para escolas durante a semana, no Teatro Municipal. Vale a pena conferir o trabalho dos estudantes guaçuienses.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

FEIRA DO VERDE E ÓPERA ABREM O MÊS DE JUNHO NA CIDADE

Muitos agitos começam com a chegada de junho em nosso município. A partir de quinta feira, dia 1º, a 27ª Feira do Verde estará em pleno vapor com shows regionais e estaduais que com certeza vão alegrar as tardes e noites frias de Guaçuí. Entre os nomes estão as bandas Casaca e Aldeia, bem conhecidas do público guaçuiense.
Dentro da programação da Feira do Verde 2017 está a V Mostra de Vídeos - Curtas com Tema Ambiental, a ser realizada no Teatro Fernando Torres. Os documentários e ficções são produzidos em parceria com as escolas do município, sendo protagonizados pelos estudantes do ensino fundamental e médio. O evento é um grande sucesso, com vídeos de Guaçuí, de outras edições, sendo exibidos em outras importantes mostras do país. O tema deste ano é “Mata Atlântica”.
ÓPERA CHEGA AO TEATRO FERNANDO TORRES
Pela primeira vez em Guaçuí, o Teatro Fernando Torres estará recebendo um espetáculo de ópera, dentro do projeto de circulação cultural do Governo do Estado do Espírito Santo, através dos editais do Funcultura. Ampliar e democratizar o acesso de estudantes e de seus familiares a espetáculos de ópera é a proposta que a COES - Cia de Ópera do Espírito Santo, através do projeto Ópera nos Bairros, que estreia no mês de junho de 2017, com 05 sessões, nos espaços culturais do Estado do Espírito Santo.
Em 2017, por meio da premiação no Edital de Circulação de Ópera 2016, realizado pela SECULT-Secretaria de Estado da Cultura, o projeto “Ópera nos bairros” traz em sua 1ª edição o espetáculo O TELEFONE: uma versão em português da famosa obra do compositor Gian Carlo Menotti, com duração de 30 minutos. O Telefone aborda com humor o conflito do principal meio de comunicação da atualidade “O Celular”, com a vida social, tema crucial em nossa sociedade nos dias de hoje, e fala da reconfiguração de uma relação através do amor, da identificação com o outro, do afeto e da atenção.
O espetáculo estreou no Theatro Carlos Gomes, em 2013 e conta com a participação da cantora Janette Dornellas (DF), do barítono João Marcos Charpinel (RJ) e do pianista Willian Lizardo (ES), com direção artística e cênica de Janette Dornellas, Iluminação Fábio Prieto (ES), figurino Luza Carvalho (ES) e direção geral de Tarcísio Santório (ES).
A apresentação em Guaçuí será no dia 10 de junho, às 20 horas, no Teatro Municipal, com entrada franca. Sem dúvida é um evento imperdível para os amantes das artes.
ESPETÁCULO INFANTIL ENCANTA CRIANÇAS

Com o objetivo sempre de fortalecer a plateia guaçuiense, o Grupo Teatral “Gota, Pó e Poeira” apresentou o espetáculo “O Gato de Botas” nos dias 27 e 28 de maio, no Teatro Fernando Torres, e encantou a garotada. Em ritmo de contação de histórias e teatro, a fábula do gato mágico  - que faz de tudo para enriquecer seu dono -  caiu no gosto das crianças e dos pais. Ao final da apresentação, as crianças fizeram questão de tirar fotos com o elenco, principalmente com o gato, interpretado pelo ator Edmar da Silva. Segundo os atores, novas histórias com clássicos infantis virão por aí! É só aguardar!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

LITERATURA E ARTE DO CAPARAÓ NA FEIRA LITERÁRIA E NO PONTO DE CULTURA

O campus de Goiabeiras da Ufes sediou, entre os dias 17 e 21 de maio, a IV Feira Literária Capixaba (Flic-ES), evento reuniu escritores e artistas locais com o objetivo de favorecer o acesso da comunidade em geral ao livro e incentivar a leitura. As atividades foram realizadas no Centro de Ciências Exatas (CCE) e contou com uma visitação intensa de alunos e leitores diversos. A região do Caparaó se fez presente no evento, tendo importante participação da escritora Neuza Jordem, de Iúna, além de visitação dos estudantes da Escola José Antônio de Carvalho, do distrito de São Tiago, e presença do escritor Francisco Aurélio Ribeiro, também de nossa região.
Outra participação da região do Caparaó foi através do espetáculo “O tratador de estrelas”, da Ab Produções, monólogo encenado pelo jovem ator Fábio Aiolfi, em parceria com o Grupo Teatral “Gota, Pó e Poeira”, aqui de Guaçuí. Com direção de Carlos Ola e texto de Vilma Belford, inspirado na obra “O pequeno príncipe”, a peça encheu o ambiente de lirismo provocando lágrimas e risos na plateia. Após a apresentação da peça, já convidados para o próximo ano, Fábio Aiolfi e Carlos Ola declamaram poesias num sarau realizado por poetisas de Cariacica.
Este ano, a feira homenageou a escritora Maria Stella de Novaes, falecida em 1981. A professora foi membro de diversas instituições culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Foi também uma das fundadoras da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, tendo publicado livros sobre botânica, pedagogia, história, folclore e literatura. O evento contou ainda com shows musicais, debates, contação de histórias, apresentação de dança e corais, numa perfeita comunhão entre o incentivo à leitura e as artes. Seria um bom evento para a região do Caparaó, sem dúvida.


Ponto de Cultura encerra módulo com Romeu e Julieta
Vinte jovens, entre 13 e 25 anos, concluíram no dia 16 de maio o primeiro módulo da Oficina de Teatro e Prática de Montagens do Ponto de Cultura e Projeto “Guaçuí Em Cena”, que tem o apoio do Governo do Estado do Espírito Santo, através do edital Secult-ES nº 002/2016, do Funcultura. Este módulo foi ministrado pela professora Neuza de Souza, com aulas de introdução e história do teatro, que resultou em duas peças teatrais: “Urruh”, de autoria de Lucas Dias Machado, e “Romeu e Julieta”, adaptação da obra de Willian Shakespeare.
As aulas aconteceram no Teatro Fernando Torres, nos meses de março, abril e maio, numa mescla entre exibição de vídeos, debates, conversas em círculo e exposição de conteúdo, resultando em peças nos dois gêneros mais conhecidos das artes cênicas – a comédia e a tragédia. O empenho dos alunos foi intenso, avalia Neuza de Souza, o que gerou o trabalho apresentado no dia 16 de maio para uma plateia de 50 pessoas, entre amigos e familiares dos alunos.

Já nesta semana tem início o segundo módulo, desta vez com o ator Edmar da Silva,  que vai oferecer aos alunos jogos teatrais, com técnicas que vão da improvisação à criação de cena. A expectativa do oficineiro é também produzir ao final do módulo pequenos espetáculos, integrando a parte teórica à prática.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A JUNÇÃO DE FÉ E TALENTO NA SEMANA SANTA

A Semana Santa, além de marcar o calendário religioso cristão, é também um momento de dar às artes cênicas uma dimensão sacra como ocorreu na Idade Média, com as encenações de autos, milagres e farsas. O talento de dezenas de artistas se junta à fé, formando espetáculos belíssimos, cada vez mais sofisticados e refinados. Vale dizer ainda que o evento se torna uma atração também turística podendo atrair pessoas de outras regiões, como ocorre no Nordeste, em cidades como Nova Jerusalém – em Pernambuco, ou em Floriano, no Piauí. Estes casos contam com estrelas “globais” em seu elenco. Mesmo sem as estrelas televisivas, como acontece em muitas cidades, com uma boa divulgação o produto pode atrair inúmeros visitantes.
... Novos talentos
Convidado para assistir às atividades culturais da Escola Estadual Antônio Carneiro Ribeiro, no turno vespertino, fiquei surpreso com a dedicação e talento dos alunos dos segundos e terceiros anos do ensino médio daquela escola. Orientados pelos professores Thiely Fonseca, Marisa Jordem, Marcelo Soares e Lucas Basani, os estudantes associaram a música e o teatro em belas encenações sobre a Paixão e Morte de Cristo, sendo destaque o auto que encerrou a tarde chuvosa de quinta-feira, dia 13 de abril, na quadra daquela escola. Sem tecnologia e maiores produções, os alunos mostraram competência, com destaque para os que interpretaram as figuras masculinas protagonistas do drama sobre a crucificação de Jesus. Com certeza, alguns ali, se investirem no teatro, terão sucesso.

... A Paixão de Cristo
De outro lado, sempre crescendo, o Auto da Paixão de Cristo encenado pela Cia de Artes - Comunidade Católica lotou a Praça da Matriz no dia 14 de abril. Conduzido pelo jovem diretor Rodrigo Corrêa, o espetáculo emocionou a todos. Com recursos tecnológicos – luz e som, e ainda uma boa produção musical e de figurinos, foram em torno de duas horas de encenação em que os principais fatos que antecederam à morte de Cristo foram reproduzidos. Lucas Basani, que faz o personagem central, soube conduzir a encenação com maestria; e a peça emocionou a plateia com a novidade deste ano: a ressurreição de Jesus.

... A Lira Santa Cecília
Dentro desse aspecto, vale também ressaltar a participação da Lira Santa Cecília, na Procissão do Senhor Morto. Músicos tradicionais como Wildes Ferreira, Roberto Cristóvão de Oliveira e José Rubens Toledo, acompanhados de outros, encheram de acordes as ruas do centro da cidade por onde passou a imagem de Cristo em seu esquife. Acredito que essa tradição não deve se perder na cidade e – ao contrário – deve ganhar mais incentivo para que se fortaleça. Quem estava nas casas, abriu suas janelas para receber os acordes da banda com suas músicas religiosas.
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Os membros daAcademia Guaçuiense de Letras e Cultura de Guaçuí se reuniram na última segunda feira na casa do presidente da instituição, dr. Luiz Ferraz Moulin.  Na ocasião, elecomunicou seu afastamento da diretoria por motivos de saúde e passou os informes sobre as futuras reuniões e projetos. Os acadêmicos preparam agora os trâmites legais para a nova presidência e ainda alguns eventos a serem realizados a partir de junho. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

SETE ESPETÁCULOS MARCAM O FESTIVAL DE SALTO – SP

Grupo capixaba encena “A absurda comédia de duas vidas” e recebem cinco importantes prêmios.
Durante três dias a cidade de Salto, em São Paulo, foi o ponto de encontro de sete companhias de teatro, oriundos de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, com apresentações nos mais variados estilos: de comédia infantil a contundentes dramas que revelam nuances escuras do sistema carcerário e do jogo de oprimido e opressor. Foi o 3º Festival Nacional de Teatro Carpe Diem, promovido pela STCA Produções, acontecido no período de 17 a 19 de março deste ano.
O festival começou com o Ateliê Casarão, com “Pernambuco em 4 Atos”, de Jundiaí – SP. Um monólogo que retrata o estado pernambucano do sertão ao litoral, que deu a Cláudio de Albuquerque o prêmio de Melhor Ator. Depois, à tarde, no belíssimo teatro da cidade – Sala Palma de Ouro, aconteceu “As aventuras de Peter Pan e Sininho”, da cidade de São Paulo, da Evoé Cia de Teatro. O clássico revisitado encantou a criançada. E encerrando o dia 17, a noite contou com “Nau dos loucos”, do Grupo de Teatro Pepitos, de Ribeirão Preto. O texto de Luiz Alberto de Abreu retrata aspectos da loucura.
A programação de sábado, dia 18, começou no Auditório “Maestro Gaó”, com o espetáculo capixaba “A absurda comédia de duas vidas”, que rendeu ao “Gota, Pó e Poeira” os prêmios de Melhor Texto Original, Melhor Sonoplastia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Maquiagem e Melhor Iluminação. A execução dos técnicos e a afinada relação dos mesmos com os atores foram fundamentais para os cinco prêmios.
Depois do grupo de Guaçuí, vieram três grandes espetáculos. O drama musicado “Vidas Secas”, de Mauá – SP, do Grupo Artemis de Teatro, deu uma nova roupagem ao clássico de Graciliano Ramos, com destaque para a sua excelente atriz vivendo Sinhá Vitória e a manipulação do boneco representando a cachorra Baleia.  No final da tarde, na Sala Giusepe Verdi, a Evoé Cia de Teatro, encenou o forte texto de Zé Vicente – O Assalto. Em belas interpretações, o espetáculo levou o prêmio de direção e cenografia.
Encerrando a noite de sábado, a Trupe Investigativa Arroto Cênico, de Nova Iguaçu, vencedora recentemente do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro pelo trabalho que desenvolve na baixada fluminense, mostrou o forte espetáculo “Borra”. Com um elenco homogêneo e texto inspirado em “Barrela”, de Plínio Marcos, o espetáculo foi o grande vencedor do festival, com seis importantes prêmios, incluindo de Melhor Elenco e Melhor Espetáculo.
O festival foi encerrado com a apresentação da comédia “Por que os homens mentem?”, da Cia Nósmesmos, de Itu – SP, inspirado em divertidas crônicas que retratam o universo masculino. E, logo em seguida, aconteceu a cerimônia de encerramento e premiação, quando Marcelo Santto, realizador do evento, também homenageou o ator e iluminador José Roberto Orlandini, daquela cidade paulista.

Os atores Edmar da Silva, Neuza de Souza, Ronilson Pires e Carlos Ola, todos do “Gota” aproveitaram a estada na cidade e visitaram a estátua de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade, que foi esculpida pelo artesão guaçuiense Antônio Francisco Moreira.