segunda-feira, 24 de julho de 2017

BOA MÚSICA E ARTESANATO INVADEM A PRAÇA


Nesta semana é comemorado no Brasil, mais precisamente no dia 25 de julho, o dia do escritor. Escolas estão se mobilizando para que a data não passe em branco, pelo menos é a intenção dos estabelecimentos de ensino Isaura Marques da Silva e José Antônio de Carvalho que têm projetos específicos e vão realizar na Câmara Municipal algumas atividades, valorizando assim os literatos guaçuienses.
A ideia de homenagear todos os escritores no dia 25 de julho surgiu a partir do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado na década de 1960 pela União Brasileira de Escritores, sob a presidência de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, um dos principais nomes da literatura nacional, e que nos deixou obras imortais como “Gabriela, Cravo e Canela” e “Tieta”.

Em nossa galeria de grandes escritores, temos nomes como Antônio Carneiro Ribeiro, Gilvôn Mapeli, Ivanete da Silva Glória Dalmácio, Miguel Lamas, Miguel Teodoro, Heliana Mara Soares, Sônia Polido, Eliane Correia, Vera Moraes, Weber Muller, Rita Côgo, Roosevelt Silveira, Ednéia Lanes, Luiz Ferraz Moulin, entre muitos e todos de grande qualidade literária. No entanto, há muito que divulgar o trabalho desses grandes autores, principalmente realizando saraus e mostras para que cheguem aos leitores guaçuienses. Talvez pensar uma Feira Guaçuiense de Literatura seja um primeiro passo para sua valorização.
Vale o registro ainda da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo que sempre condecora os escritores capixabas com a Comenda Rubem Braga, a qual tive a honra de receber através do deputado Glauber Coelho e do Secretário de Estado em Exercício, na época, Joelson Fernandes.

O Encontro de Bandas em Guaçuí
A Praça João Acacinho foi tomada pelos acordes dos instrumentos musicais de várias bandas de nossa região, enchendo de harmonia a manhã e a tarde do domingo, dia 23 de julho. Quem passou pelo centro da cidade ficou encantado com o I Encontro de Bandas de Guaçuí, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, principalmente pela atmosfera bucólica que envolveu aquela tarde de inverno.
Um dos momentos mais emocionantes foi a apresentação da Lira Santa Cecília, esta de Varre-Sai, que homenageou o músico guaçuiense Mário Figueiredo, tocando alguns de seus arranjos em melodias clássicas de seu repertório. O Maestro Wildes Ferreira fez questão de fazer sua reverência ao instrumentista pelas belas contribuições musicais deixadas. Que outros encontros como esse aconteçam em Guaçuí privilegiando a boa música!
Já no meio da praça, contribuindo com a atmosfera de beleza do evento, o artesanato também se fez presente, com exposição e venda de diversos produtos, desde sabonetes e aromatizadores de extremo bom gosto, a bonecas e outras peças feitas em tecido e madeira. Entre os artesãos estavam Elízia Del-Fiúme, Cibele Chambela e Rita Côgo que com muita gentileza mostravam e vendiam seus produtos.

A tradição e a fé

Os aspectos religiosos não podem estar afastados da cultura, pois muito do que hoje é considerado artístico estivera ligado à fé, e vice-versa. No último final de semana cerca de 177 jovens da Igreja Católica receberam o óleo da Crisma pelas mãos do pároco Toninho e do Monsenhor Juarez, este de Cachoeiro. A Igreja São Miguel Arcanjo no domingo de manhã esteve repleta numa demonstração de fé; o mesmo já havia ocorrido no sábado anterior, quando acontecera a vigília da Crisma e, em ambas as celebrações, a tradição, o sagrado e o simbólico ficaram evidentes.

terça-feira, 18 de julho de 2017

COMÉDIA MINEIRA EM GUAÇUÍ NESTA SEXTA FEIRA

Dizem que no teatro sempre estamos começando do zero. Acredito que isso seja verdade, pois a cada semana se começa o mesmo processo de divulgar, informar, buscar público, ensaiar, apresentar, produzir, enfim, uma gama de atividades que nem sempre quem está do outro lado tem consciência, no entanto toda luta vale a pena quando se vê o sorriso de alguém ou uma lágrima de emoção. E assim partimos para mais uma apresentação que pode ser nos palcos de Guaçuí ou em qualquer outro lugar.
Nesta semana a Paullynus Produções, de Belo Horizonte, traz a Guaçuí o espetáculo “Ai, meu Deus! Sonhei com a empregada e acordei com o genro”, uma divertida comédia que traz as confusões de um casal que tem de esconder o namoro, transformando o parceiro numa empregada, tudo para enrolar o pai que vai chegar ao apartamento e não gosta do rapaz. É uma estrutura que repete o mote mineiro vindo com “Meu tio é tia”, também apresentado em nossa cidade e com grande sucesso.
Com direção Diney Vieira, a comédia adulta será apresentada na sexta feira, dia 21 de julho, às 20 horas, no Teatro Fernando Torres. Os ingressos podem ser adquiridos antecipados na bilheteria do teatro, ao custo de R$ 10. Vale a pena conferir e se divertir com essa inusitada história.

Gota prepara o 18º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí

Com recursos do Funcultura – Secretaria de Estado da Cultura – através do edital Secult nº 020, e ainda da Prefeitura Municipal de Guaçuí e comércio local, o evento começa com a apresentação de “Ser (tão)”, uma mistura de dança e teatro que deve agradar o público, e ainda com o lançamento do livro de Rômulo Mussielo. Já no outro dia, é prestigiar o Rerigtiba, de Anchieta; Os Ciclomáticos, do Rio de Janeiro, na rua; e o clássico “Beijo no asfalto”, da CTI, também da capital fluminense.

Grupo de Guaçuí se apresenta em novo espaço cultural na Serra
Já quem esteve circulando com seu espetáculo é o Grupo Teatral “Gota, Pó e Poeira” que levou para primeira vez na Serra a peça “A absurda comédia de duas vidas”, dentro de um espaço novo que é o Centro Cultural Eliziário Rangel, que fica no Bairro São Diogo. Um espaço em construção que vai abrigar sala de projeção, café, uma pequena biblioteca, sala de shows e logicamente o teatro, já em pleno funcionamento. A iniciativa é privada, representada por Antônio Júnior, um empreendedor que acredita no potencial do lugar.











Os atores Edmar da Silva e Ronilson Pires ficaram bastante à vontade na apresentação, encantando o público. A apresentação já é um aquecimento para a exibição do espetáculo em Carangola, nesta quinta feira, dia 20, e ainda para o 18º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí.







segunda-feira, 10 de julho de 2017

ESTUDANTES MOSTRAM TALENTO E CRIATIVIDADE EM MOSTRAS

O movimento cultural da Região do Caparaó foi intenso na semana que passou, principalmente no que diz respeito ao segmento estudantil, quando foram realizadas as mostras de teatro, música e dança no Teatro Fernando Torres, com participação de escolas dos municípios que pertencem à Superintendência de Educação Jurema Moretz-Sonh, sediada em Guaçuí. Segundo a coordenadora de cultura deste órgão do Estado – Getselane Gomes dos Santos, “foram momentos de brilhantismo, talento e criatividade”.
A dança e a música
A Mostra de Dança foi a que mais trouxe apresentações, com coreografias que envolveram alunos de ensino fundamental e médio, numa mescla de pesquisa folclórica, hip hop, dance, balé clássico e dança contemporânea. Belíssimos trabalhos foram apresentados com destaque para o resgate antropológico da Escola Henrique Coutinho e da Escola Santíssima Trindade; para apelo jovem da Escola Pedro Simão; para o diálogo entre o popular e o contemporâneo da Antônio Carneiro Ribeiro; e para o dance da Monsenhor Miguel de Sanctis. Os alunos fizeram bonito numa mostra de boas performances.
Com menor participação que nos anos anteriores, somente quatro escolas mostraram seus talentos musicais, porém um nível acima da média, pois foi de grande surpresa o repertório escolhido pelos professores e alunos. A Escola Henrique Coutinho, de Iúna, trouxe canções inesquecíveis para serem interpretadas por um afinado grupo de alunos, e o mesmo foi ovacionado pela plateia. A Escola Santíssima Trindade, também de Iúna, mergulhou nas canções de Chico Buarque, dando destaque a canção “Cálice”, tão importante quando se estuda aspectos da ditadura militar. A Escola Bráulio Franco, de Muniz Freire, revitalizou clássicos sertanejos, e mostrou o seu constante bom desempenho musical. Já a Escola Antonio Carneiro Ribeiro, de Guaçuí, trouxe belas canções envolvendo compositores jovens como Nando Reis e Thiago Iorc. Seu grupo de alunos, do Curso Técnico em Administração, em interpretações intimistas, mostrou afinação e sensibilidade.
O teatro em evidência
 A tradição teatral da região se confirmou em excelentes montagens apresentadas na quinta feira, dia 06 de julho, no palco do Teatro Fernando Torres. A abertura foi com o espetáculo da Escola Sirena Rezende, de Celina, numa interface de personagens tirados dos grandes clássicos da literatura com o discurso político atual em todas as áreas, principalmente na defesa da mulher. A Escola Henrique Coutinho, de Iúna, trouxe um texto bem conhecido das mostras cênicas “O mistério de feiurinha” e lógico que agradou a plateia pelas boas atuações e pelo figurino. Já a Escola Santíssima Trindade, também daquela cidade, preferiu mostrar os encantos da Região do Caparaó num texto futurista e em tom de comédia; ao contrário da Escola Bráulio Franco, que optou por um monólogo introspectivo e denso, numa bela interpretação da sua aluna na obra “Cegos”.

Guaçuí soube representar muito bem o município, através de jovens bastante talentosos. A Escola Viva “Monsenhor Miguel de Sanctis” fez a apresentação do espetáculo “A menina dos olhos grandes”, escrito e protagonizado por Hillary Gonçalves, que optou ainda pelo efeito das sombras chinesas. Por outro lado, a Escola Antônio Carneiro Ribeiro trouxe uma adaptação do livro “Caparaó Místico”, de José Wlademiro de Carvalho, contando as lendas das Icamiabas e da Casa Queimada, juntando o mundo mítico ao mundo real. Um dos seus pontos fortes foi o jovem ator Kayo Serafim, com boa atuação e muito humor em cena. A peça “A pedra da lua”, o público poderá conferir no Festival de Teatro de Guaçuí, no período de 13 a 19 de agosto.



segunda-feira, 3 de julho de 2017

PARA AQUECER AS NOITES DE INVERNO


O inverno realmente chegou ao calendário e nos termômetros. Com uma temperatura mais fria que nos últimos anos, a população está preferindo o quentinho das casas ao friozinho dos bares e lanchonetes, pelo menos durante a semana. No entanto, no final de semana nota-se o movimento nos bares, principalmente naqueles em que há música ao vivo ou eletrônica, pois com essa opção de entretenimento parece que a temperatura aumenta, afinal com música descartável ou de qualidade, o ambiente fica sempre mais aconchegante. O recente pub inovou com show da banda do Gustavo Rubim, com rock na cabeça.
Recentemente houve a inauguração de alguns bares na cidade, impulsionando a vida noturna. Alguns trazem ambientes inovadores, outros mantêm a tradição, no entanto não adianta reclamar da crise e não buscar forma e vencê-la, cruzar os braços ou fechar as portas do estabelecimento não é a melhor opção. O jeito é ir em busca de criatividade e quem saber driblar essa onda de baixo astral que assola o país, fruto de má administrações e corrupção no mundo político. Estamos torcendo para que os novos investimentos sigam firmes e se consolidem nas noites de Guaçuí.


MOSTRAS ESTUDANTIS NO TEATRO MUNICIPAL
Já a vida cultural do município segue em frente.  Neste mês o Teatro Municipal Fernando Torres completa 17 anos de existência, e será palco de três mostras estudantis – de música, de dança e de teatro, sendo realizadas pela Superintendência de Educação do Caparaó, com sede em Guaçuí, nos dias 05 e 06 de julho. Várias escolas da região vão estar presentes, com alunos mostrando seus talentos o que gera a possibilidade de uma permanente produção cultural.
Até o ano passado essas mostras eram competitivas, com Guaçuí se destacando em todas as categorias, pois foram várias primeiras posições, entre elas com Hellory Evaristo e Filipe Fernandes, na música; Hortência Kemily, Rafaela Carvalho e Eduarda Paschoal na dança; e alunos de teatro de várias épocas, quando montaram sucessos como “Bumba meu boi”, “Um amor de nariz”, “Quando o universo conspira”, “Felizes para sempre!”, e o mais recente “Pássaros”. Os alunos eram do ensino médio da Escola Monsenhor Miguel de Sanctis”, hoje Escola Viva. Agora cabe também aos alunos da Escola Antônio Carneiro Ribeiro também representar bem o município.


COMÉDIA DE SUCESSO NO TEATRO FERNANDO TORRES
Ainda nas comemorações o Teatro Municipal de Guaçuí, no dia 21 de julho, às 20 horas, numa sexta feira, o município recebe o espetáculo “Ai meu Deus, sonhei com a empregada e acordei com o genro”, um grande sucesso em Belo Horizonte e que agora circula em diversas cidades do país. Segundo o diretor Diney Vieira a peça segue a trilha de sucesso de outras montagens mineiras, e conta a história com muitas atrapalhadas. No espetáculo um casal de namorados passa por situações inusitadas quando Ariosvaldo, o pai da moça, resolve visitá-los sem avisar. O casal, sabendo que não tem a aprovação do patriarca, topa fazer qualquer coisa para esconder o genro. E é aí que aparece uma bela empregada doméstica que deixa o Ariosvaldo muito apaixonado e começa a confusão.

Para quem gosta de rir, a diversão é garantida, pois o espetáculo segue a estrutura narrativa de outro grande sucesso mineiro que também passou por Guaçuí: “Meu tio é tia”. Então, vale a pena conferir!




segunda-feira, 26 de junho de 2017

DANÇAS E FESTAS JUNINAS TOMAM CONTA DA CIDADE

O final de semana foi intenso em atividades culturais em Guaçuí, pois foi marcado pelas comemorações do dia de São João, normalmente uma ocasião em que ocorrer inúmeras festas juninas, principalmente em escolas e comunidade. Assim ocorreu no Colégio São Geraldo e também na Escola Israel, com muita música, comidas e bebidas típicas, e as tradicionais quadrilhas e danças. Sem dúvida, o colorido das roupas e das bandeirinhas aqueceram a tarde e a noite de São João.
O surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João. Essas festas eram conhecidas como Joaninas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.
Com certeza no próximo final de semana haverá mais festas com muita música, dança, animação, bandeirinhas e fogueira, e entre elas o tradicional “arraiá” do Cemei Zélia Viana de Aguiar, o antigo Jardim de Infância, no domingo, que sempre movimenta a comunidade guaçuiense e as tardes e noites frias do inverno.



REALIZADO O I FESTIVAL DE DANÇA DE GUAÇUÍ
O sábado de São João ainda foi de muita dança, pois o Ballet Rick Reis realizou o 1º Festival de Dança de Guaçuí, reunindo 37 coreografias, vindas de diversas partes do Estado, tais como Castelo, Vitória, Colatina, Cachoeiro e Guaçuí; e de outros estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nos mais variados estilos e também idade dos bailarinos, teve espaço para o clássico, o jazz, o contemporâneo, o hip hop, a gafieira, a dança de salão e a dança do ventre, provando a possibilidade de um festival ainda maior no ano que vem, abrindo assim caminhos para outro grande evento cultural na cidade.
Entre as boas atrações do 1º Festival de Dança de Guaçuí, foi a presença do bailarino Marciano Silva dos Santos, que já passou por importantes companhias capixabas, e hoje atua e trabalha nos Estados Unidos. O bailarino ministrou um 
workshop no sábado pela manhã e promete que no ano que vem volta para outra edição. Vamos esperar!

BALÉ DA ILHA ENCANTA PLATEIA GUAÇUIENSE
Também vale registro nesta coluna a bela apresentação do espetáculo de dança “Teoria Geral da Fossa”, apresentado no dia 25 de junho, no Teatro Fernando Torres, competindo com diversas festas juninas espalhadas peça cidade. Em 50 minutos de dança, fragmentos de várias crônicas de Carmélia Maria de Souza, escritora capixaba, foram apresentados em cena, num excelente trabalho de cinco bailarinos. A Cia Balé da Ilha, de Vitória, fez um trabalho primoroso e encantou, arrebatando calorosos aplausos do público ao final.
Entre os bailarinos da Cia Balé da Ilha, estava Patrícia Miranda, bisneta de Abigail e Wenceslau Miranda, possivelmente os primeiros proprietários da Pharmácia Espírito Santo, que funcionava debaixo do Hotel Minas Gerais. Antes de a apresentação acontecer, a bailarina quis visitar os locais onde funcionava o comércio da família e ainda a antiga casa dos avós, na Avenida Francisco Lacerda de Aguiar.


O Balé da Ilha ainda ministrou oficina de corpo para alunos do Ponto de Cultura Guaçuí Em Cena.

terça-feira, 20 de junho de 2017

O passado e o presente de um Teatro Municipal




Em 30 de junho de 2000 aconteceu a inauguração do Teatro Municipal de Guaçuí, numa justa homenagem ao grande ator Fernando Torres, filho deste município. Na ocasião, além do homenageado, esteve presente sua esposa Fernanda Montenegro que se confessou encantada com a casa de espetáculos, uma das melhores do Espírito Santo devido a sua qualidade acústica e seu palco capaz de receber bons espetáculos teatrais. Sua primeira atração foi a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo para uma plateia de mais de 300 pessoas, entre guaçuienses e visitantes. Foi um momento inesquecível, tanto por receber o ilustre homenageado quanto por ter a primeira grande dama do teatro nacional em nossas terras.
A trajetória do Teatro Municipal Fernando Torres teve, como qualquer outra casa de espetáculos, seus altos e baixos. Teve casas lotadas para ver espetáculos como “Violetas na janela”, com a atriz Ana Rosa; “Confissões de adolescentes”, grande sucesso no eixo Rio-São Paulo; “Aonde está você agora”, com jovens atores como Luciano Viana, Bruno Gradim, Iran Malfitano”; a shows de humor como Luis Salém, Ary Toledo e Juca Chaves, entre tantos outros.
Um palco para a dança e música
Foi palco de dança para grandes companhias capixabas como o Balé da Ilha, Cia Mitzi Marzutti, Negraô, Cia Homem de Dança, Cia Urgente de Dança e Teatro, além de muitas outras que até fica enumerar, porém é palco sempre do Balé Rick Reis, que já foi Balé Guaçuí e também Balé da Movimento Academia, e todos são unânimes em elogiar o grande palco do teatro guaçuiense. E, a propósito, neste domingo tem espetáculo: “Teoria Geral da Fossa”, de Vitória, às 17 horas.
Na música essa relação também não é diferente. Grandes shows estaduais já passaram por nossa cidade, e fizeram boas apresentações no Fernando Torres. Muitos vieram pelo Projeto de Circulação Cultural do Governo do Estado do Espírito Santo, numa forma de incentivar muitos talentos capixabas, e principalmente favorecer o acesso a cultura à população do interior. Bandas guaçuienses também tiveram vez nessa trajetória, tais como a Retrô, os músicos Thiago e Lucas Arruda, sem esquecer a Lira Santa Cecília e o projeto musical de Celso Montoni. O palco do teatro e democrático, e bandas evangélicas, católicas e estudantis também tiveram vez. Os shows nacionais não foram frequentes, isso se deve ao tamanho do teatro, mas Paulinho Pedra Azul e Xangai trouxeram seu belo canto para alegria de poucos.
O Festival Nacional de Teatro
Sem dúvida, o grande chamariz do Teatro Fernando Torres é o Festival Nacional de Teatro que atrai o seu maior público e este ano acontece de 13 a 19 de agosto. É uma semana de apresentações, em dois ou três horários por dia, com atores e técnicos de várias partes do Brasil, contemplando o sudeste, o nordeste, o sul e o norte do país. Pelo festival já passaram grandes estrelas, em início de carreira ou já consolidados, como David Lucas, Raoni Carneiro, Mayana Neiva, Erike Busoni (prêmio Shell de iluminação), só para citar alguns.
Companhias com trajetórias premiadas, inclusive com temporadas no exterior, e outras com pouco tempo de estrada, porém com trabalhos de intensas pesquisas, fizeram e fazem do Teatro Fernando Torres um ponto de referência no teatro brasileiro, e o seu palco faz de Guaçuí, na época da realização do festival, “a capital capixaba das artes cênicas”. Se não houvesse o Teatro Fernando Torres, isso não seria possível.
Os seus dias mais tristes é quando se vê uma plateia com poucas pessoas, mostrando uma população cada vez mais distante das artes e da cultura. Porém, a lição da “Fênix”, em renascer das cinzas, faz com que a cada segunda-feira seja preciso reunir novamente as forças e insistir que no próximo final de semana será melhor. É preciso crer sempre nisso.

terça-feira, 6 de junho de 2017

UMA SEMANA DE COM ÓPERA E VÍDEOS AMBIENTAIS

Os 18 anos do Teatro Municipal Fernando Torres começam a ser comemorados com ópera, no dia 10 de junho, às 20 horas, com entrada franca, dentro do Projeto de Circulação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.  “O Telefone” narra a história de Bem (barítono), que tendo um presente, vem visitar Lucy (soprano) em seu apartamento, ele quer pedir sua mão em casamento antes que ele parta em uma viagem. Apesar de suas tentativas para chamar sua atenção o tempo todo, não é suficiente para fazer a sua pergunta, pois Lucy está ocupada com conversas intermináveis ao telefone celular. Entre suas chamadas, quando Lucy sai da sala, Ben ainda tenta destruir o aparelho de celular - sem sucesso, restando apenas uma tentativa de comunicar o seu pedido.
A montagem, dirigida por Janette Dornellas, explora a influência direta que as comédias francesas e operetas exerceram sobre nosso teatro na segunda metade do século XX. O roteiro musical incorpora árias e recitativos da ópera traduzidos para o português, numa versão contemporânea.
O Telefone é, acima de tudo, um espetáculo leve, ligeiro, gaiato e bem-humorado. Mas é, principalmente, com a experiente e consagrada dupla de atores-cantores e com toda a malícia e frescor de seu jogo de cena, que essa pequena joia de Menotti vem tocando o coração das plateias por onde passa.
ESCOLA ANTÔNIO CARNEIRO VENCE MOSTRA DE VÍDEO
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio “Antônio Carneiro Ribeiro”, de Guaçuí, Região do Caparaó, foi a grande vencedora da cerimônia de premiação da V Mostra de Vídeos  - Curtas Tema Ambiental, realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guaçuí, realizada no dia 1º de junho, no Teatro Municipal  Fernando Torres. O vídeo produzido com participação de alunos de ensino fundamental e médio recebeu três prêmios, sendo de roteiro original, fotografia e melhor curta.
A mostra, que ocorre desde o ano de 2013, contou com a participação de escolas das redes municipal, estadual e privada, sendo sete curtas participantes, todos com o tema escolhido para este ano - “Mata Atlântica” - e tem como objetivo apresentar temas relacionados a questões ambientais numa abordagem de situações vivenciadas no cotidiano da população em geral. Para isso, há oficinas de roteiro e preparação técnica, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, além de ensaios diversos para a filmagem dos curtas nas escolas.
O curta premiado da Escola “Antônio Carneiro Ribeiro” - O Coração da Floresta – teve o roteiro produzido pelos alunos do Curso Técnico Integrado: Kaio Sarafim e Maria Eduarda Mercúrio, ambos do terceiro ano, e fala de forma lúdica da necessidade de formar “guardiões da floresta” para defender a Mata Atlântica, e para isso recorre à narrativa de um jovem que tem seu destino mudado a partir de um encontro com figuras místicas da mata.

PREMIAÇÃO COM O GOVERNADOR DO ESTADO
Alunos e professores participaram nesta segunda feira, dia 05 de junho, às 10 horas da manhã, de uma segunda premiação da Mostra, no Teatro Municipal Fernando Torres, desta vez com a presença do Governador Paulo Hartung, quando o mesmo esteve em Guaçuí para assistir aos curtas premiados produzidos pelas escolas do município, entre outros assuntos de sua agenda na cidade.

Outros curtas premiados foram das escolas Deocleciano de Oliveira, São Geraldo e Escola Viva, em categorias como adequação ao tema, especial do júri, edição, roteiro adaptado. E, a propósito, os curtas estão sendo exibidos para escolas durante a semana, no Teatro Municipal. Vale a pena conferir o trabalho dos estudantes guaçuienses.