segunda-feira, 14 de junho de 2021

FESTIVAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ 2021 – UMA EDIÇÃO HISTÓRICA

 

Com recursos da Lei Federal Aldir Blanc – Ministério do Turismo, através do Edital de Artes Integradas da Secult-ES, e ainda parceria da Prefeitura Municipal de Guaçuí – Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, o Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira realizou o 21º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, no período de 16 a 22 de maio deste ano, quando reuniu 18 espetáculos, oriundos do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba.

A abertura se deu com o espetáculo Abajur Cor de Carne, do Coletivo Emaranhado, de Vitória – ES, que retratou a violência contra a mulher, principalmente em terras capixabas. Com excelente índice de visualizações, visto que as peças foram transmitidas ao vivo do palco do Teatro Fernando Torres, o espetáculo que reúne teatro e dança recebeu o prêmio especial do Festival de Pesquisa e Linguagem.

O segundo dia do festival (17) contou com a abertura da Mostra Para Infância e Juventude. O espetáculo Dom Quixote – em construção, em processo, de São Caetano do Sul – SP - arrebatou praticamente todos os prêmios do júri oficial: melhor espetáculo, texto, direção, figurino, iluminação, maquiagem, cenografia, sonoplastia, ator (João Rocha)  e ator coadjuvante (Márcio Díglio). A releitura do clássico fez uma reflexão do atual momento do teatro e da sociedade diante à pandemia.

O outro espetáculo apresentado na noite de segunda feira foi  Um Certo Lampião, solo da Cia de 4 no Ato, do Rio de Janeiro. Com ótima atuação de Sidclay Batista e direção de Gilvan Balbino, um descendente de Virgulino Lampião revisita a história do suposto parente, explorando outras nuances dos fatos. O texto recebe o prêmio especial de texto inédito do Festival.

Na terça feira, dia 18, foi a vez de espetáculos do Espírito Santo e Paraíba estarem em cena. O Grupo Boyasha, de Santa Maria de Jetibá – ES, apresentou o espetáculoinfanto juvenil A Árvore, que traz elementos ligados à preservação do meio ambiente, com boas atuações, cenografia e sonoplastia. 

Já no início da noite, o Grupo Cara Dupla, de João Pessoa, estreou a montagem As Malditas que deu a Letícia Rodrigues o prêmio de melhor atriz da mostra de rua e a Romilson Rodrigues o prêmio de melhor maquiagem, além de melhor espetáculo de rua pelo júri popular. 


Terror e Miséria, de Cachoeiro de Itapemirim, adaptação da obra de Brechet, encerrou aquela programação dia com o teatro político. Encenado pelo Epicentro, trouxe ao palco atores iniciantes com uma proposta de discussão social. Vem vindo uma nova leva de atores cachoeirenses.

Três espetáculos estiveram no palco do Fernando Torres na quarta feira (19). Às 14h, o espetáculo guaçuiense Contos da Cor, da Cia Mais um Ponto, Mais um Conto, foi apresentado com maestria pelo seu elenco: Eliane Correia, Kaio Serafim e o músico Guilherme. Com histórias que envolvem a etnia afro-brasileira, recebeu elogios dos analistas do festival e os prêmios de Melhor Atriz (Eliane Correia) e Prêmio Especial de Pesquisa do Júri Oficial, entre outras indicações. 

Já às 17h, a Cia Homônimos Perfeitos, de Alegre, fez a apresentação de Nem Tudo São Amores, na lateral do Teatro, trazendo humor para a rua, com os atores Alvair Gusmão, Klaus Lucas e Jeremias Custódio.

A noite de quarta feira foi finalizada com a grande vencedora da mostra de teatro adulto: A mais forte, do Grupo Boyasha, do Espírito Santo. Numa apresentação impecável, a montagem recebeu os prêmios de melhor espetáculo do júri oficial, além de direção, ator, sonoplastia, figurino, iluminação e maquiagem. Texto clássico da dramaturgia mundial, João Paulo Stein, em excelente atuação, utiliza todos os elementos disponíveis em cena, numa comunhão perfeita com a técnica.

O quarto dia do Festguaçui (20) trouxe às 10h da manhã, debaixo de um sol forte, a Cia Tramp de Palhaços, de Jundiaí – SP. O grupo paulista encenou A Refeição. Espetáculo solo de palhaçaria, com proximidade com a metalinguagem, a apresentação deu a Eduarda Ohoe o prêmio de Melhor Figurino do teatro de rua. 

E às 14h, no palco de teatro, Erick Pinguin, da Ovorini, de Sete Lagoas – MG, encenando Estação Torrete levou o prêmio de melhor ator pelo júri oficial e melhor espetáculo para infância e juventude pelo júri popular, também em um espetáculo de palhaçaria. 

Logo à noite, foi a vez da estreia do espetáculo O mundo assombrado, da Cia Nós de Teatro, de Cachoeiro de Itapemirim, fruto de uma residência artística. Reflexivo, atual, com linguagem para internet, terá um longo e brilhante caminho pela frente.

Mais três espetáculos foram apresentados na sexta feira, dia 21, a começar por A noite iluminada, da Cia Junco, formada por atores argentinos radicados em Vitória – ES. Poética, lírica, e envolvente, a montagem recebeu o prêmio especial do júri oficial melhor música original. 

Quando chegou o final da tarde, Carlitos Cachoeira e Amora Gasparini, da Cia Lacarta, trouxeram à mostra de rua o espetáculo Dose Dupla. Pelo trabalho apresentado os atores receberam o Troféu Especial José Luiz Gobbi, homenagem ao artista recém falecido.

A noite de sexta feira foi finalizada com o espetáculo Eternamente, Bibi – da Cia Cara Dupla, de João Pessoa – PB, com atuação de Letícia Rodrigues. O tributo a Bibi Ferreira, com a técnica de dublagem da atriz, emocionou ao público na transmissão no canal do festival, arrebatando o prêmio de melhor espetáculo pelo júri popular. A trajetória de Bibi Ferreira, artística e pessoal, rendeu a Letícia Rodrigues o prêmio de melhor atriz por unanimidade e à companhia paraíbana o troféu especial Paulo Honório da Costa.

Na manhã de sábado, na calçada paralela ao Teatro, veio o grande vencedor da Mostra de Teatro de Rua. Com texto potente e atuação impecável, a montagem Eu, Romeu emocionou e provocou reflexões sobre a trajetória de um ator negro no mercado artístico. A Adorável Companhia, do Rio de Janeiro, vindo para substituir a montagem “Ariano – o cavaleiro sertanejo”, conquistou os prêmios de melhor espetáculo de rua pelo júri oficial, ator (Marcos Camelo), direção (Cecília Viegas), cenografia, sonoplastia e texto.

As atrações continuaram com apresentação de José Celso Cavalieri com o espetáculo convidado As malas que carrego, de Vila Velha, numa participação especial.

E às 20h foi a estreia de Os Sacrilégios do Amor, nova montagem do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, inspirada nos contos de Nelson Rodrigues do livro A vida como ela é, com direção de Ribamar Ribeiro, pelo edital de Residência Artística da Secretaria de Estado da Cultura, Lei Aldir Blanc. 

Após a estreia, foi feita a premiação aos grupos com participação dos analistas do Festguaçui: Luiz Carlos Cardoso, Luiz Navarro, Danyel Sueth e Rafaela Vagmaker; e membros da administração municipal – Prefeito Marcos Jauhar e Secretário Municipal de Cultura Eleon Domingos Spala Nunes.

A edição do festival 2021 como modelo híbrido: semipresencial e transmitido ao vivo pelo canal do Grupo Gota, Pó e Poeira, com apoio da Vlad Streaming, foi considerada histórica diante do quadro da pandemia e pela resiliência dos grupos e companhias. Parabéns a todos que participaram!!!

Fotos de Eder Gaioski

quarta-feira, 28 de abril de 2021

LITERATURA, DANÇA E TEATRO EM DESTAQUE NA SEMANA

 


Livro vai reunir textos de autores guaçuienses

Um antigo projeto da Academia Guaçuiense de Letras e Cultura saiu da gaveta e já ganha forma: uma coletânea de textos de seus confrades e confreiras, e convidados. A antologia está sendo produzida e em breve será lançada pela Editora Jordem, através do incentivo da Lei Aldir Blanc - edital nº 01/2020, da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Guaçuí.

O livro é uma contrapartida do edital que visa à manutenção de espaços culturais em tempos de pandemia. A princípio a AGLC pretendia realizar palestras com a classe estudantil nas escolas falando dos mitos, lendas e da cultura da região do Caparaó e ainda um concurso de poesia, no entanto com o prosseguimento dos protocolos sanitários que suspendeu as aulas presenciais, o projeto foi alterado, optando por publicar a coletânea que fala de saudade, amores, reflexões e atualidades, sendo o primeiro nessa linha em nossa cidade.


A representante oficial da AGLC neste projeto, a autora Veralúcia de Moraes, acredita que o livro possa incentivar o surgimento de novos leitores e ainda despertar o talento de novos autores, bem como apresentar ao público guaçuiense nossos escritores, em suas crônicas, poesias e contos.

A estreia de uma companhia de dança

A Enamorados Cia de Dança fez sua primeira apresentação oficial no último domingo, no Teatro Fernando Torres, com transmissão pelo seu canal no youtube. O espetáculo apresentado foi “Retratos e Canções”, conciliando a MPB aos passos das danças clássicas e contemporâneas, em sete belas coreografias, com participação dos bailarinos Eduarda Paschoal, Rafaela Carvalho, Sabrina Rodrigues, Gabriel Carvalho e Kaio Serafim.


Contemplada pelo edital 02/2020 da Secretaria de Cultura de Guaçuí, a bailarina Rafaela Carvalho resolveu homenagear grandes compositores da música brasileira e trouxe ao palco clássicos como “Beatriz”, “O bêbado e o equilibrista” “Mulheres” e “Retratos e Canções”, esta deu nome ao espetáculo.

Frutos das escolas públicas do município, os bailarinos mostram talento e vontade de prosseguir com a companhia e já estudam novas músicas e novos movimentos para o próximo espetáculo.

Quem não assistiu a live no domingo, dia 25, pode assistir pelo link https://www.youtube.com/watch?v=tQ5IRovUvAo


Coletivo teatral Guaçuí Em Cena faz apresentações nesta semana

Quem fará suas apresentações dentro do edital 02/2020 da Lei Aldir Blanc com parceria com a Secultures de Guaçuí é o Coletivo Guaçuí Em Cena, que traz ao público os espetáculos “A pedra da lua -  A lenda das Icamiabas” e “O menino que virou história”.

“A pedra da lua” é um espetáculo que reúne teatro e contação de história, e traz algumas lendas da Região do Caparaó, ligadas ao Pico da Bandeira, entre elas a história das icamiabas – mulheres guerreiras sem marido. A transmissão em forma de live será nesta sexta feira, dia 30 de abril, às 19 horas, do Teatro Fernando Torres.

Já no domingo, dia 02 de maio, acontece a live do espetáculo infanto-juvenil “O menino que virou história”, da premiada autora Nanna Castro. Além de ser um espetáculo bem divertido conduzido por uma “traça”, a peça ainda é um incentivo à leitura.

As transmissões acontecerão pelo canal do Guaçuí Em Cena, pelo youtube.

Oficinas e palestras culturais para a Região do Caparaó

Estão abertas as inscrições para as oficinas e palestras online voltadas preferencialmente para moradores de toda a região do Caparaó! (Alegre, Bom Jesus do Norte, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Iúna, Irupi, Muniz Freire e São José do Calçado). Elas acontecerão via Zoom, no período de 7 a 9 de maio, sendo as oficinas de contação de histórias, com Dalisa Campos; fotografia para shows, com Gustavo Louzada; interpretação para teatro, com Suely Bispo; stop motion, com Francisco Xavier; e as palestras Empreendedorismo para Artesanato, com Giovanni Zorzal; e Empreendedorismo para Música, com Daniel Morelo. As vagas são limitadas. A realização é do Instituto Parceiros do Bem, pela Lei Aldir Blanc com o apoio da Secult – ES.

Inscrições até 5 de maio no link:https://forms.gle/oJAeEXMPJyMQ9xReA




quarta-feira, 21 de abril de 2021

A CULTURA INDO ATÉ ONDE O POVO ESTÁ


A saga da Lei Aldir Blanc, aprovada no ano passado e que se encerraria no dia 31 de dezembro de 2020, com prestação de contas em março e abril de 2021, segue em frente, agora prorrogada pelo Decreto 10.683/2021, do dia 20 de abril, do Governo Federal. Entre as medidas aprovadas estão: a execução de projetos até 31 de dezembro de 2021; a apresentação de relatório final até março de 2022 - podendo prorrogar por 90 dias com justificativa; e a devolução de saldo até 10 de janeiro de 2022 pelos entes que não empenharam os recursos em 2020 ou não executaram como restos a pagar em 2021.

Isso não significa novos editais para a classe artística e nem o uso dos recursos que não foram empenhados. Significa que quem aprovou projetos terá mais prazo para realizar suas ações, o que já é um respiro muito grande para os produtores e artistas.

Seguindo a linha da semana passada desta coluna, mais alguns eventos já ocorridos em Guaçuí através da Lei Aldir Blanc, envolvendo nossos artistas.


Academia de Letras realiza sarau artístico

Em comemoração ao Dia da Mulher e ao Dia da Poesia, a Academia Guaçuiense de Letras e Cultura realizou no dia 14 de março, no Teatro Municipal Fernando Torres, o projeto Tertúlia – A força da mulher e da poesia, reunindo literatura, teatro, música, dança e artes plástica. A atração está disponível no canal youtube através do link https://www.youtube.com/watch?v=l1Dbzd3jpAg

A poetisa Veralúcia de Moraes, representando a instituição, foi quem fez a abertura do Sarau, quando falou da importância da Lei Aldir Blanc para os artistas do país. Em seguida, parte do elenco do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira fez a leitura de diversos poemas de autores guaçuienses, membros da academia e convidados, muitos enaltecendo a força e a beleza da mulher.  Outras participações vieram depois, como apresentação de dança pela Academia de Balé Rick Reis; números musicais com alunas da Escola de Música de Celso Montoni; e ainda uma participação especial na flauta com Rick Reis.

Este evento teve patrocínio da Lei Aldir Blanc, no seu inciso III, com edital da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Guaçuí.


Oficina de artesanato virtual

Outra ação do edital lançado pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Guaçuí para implementação da Lei Aldir Blanc em Guaçuí, foi a oficina de artesanato promovida pela artesã Elízia Del Fiúme, no dia 17 de abril, com transmissão pelo facebook, e está disponível no link https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=6115939855098969&id=100000490456036&sfnsn=wiwspmo

A artesã promoveu a Oficina “Fuxico e suas utilidades”, quando contou a história do pedaço de retalho transformado em muitas formas de decoração de objetos, como pegadores, pregadores, imãs, porta papel, puxa sacos, entre outros, além de poder ser também aproveitado em roupas e panos de cozinha.


Live da Eternize nesta sexta feira

O Grupo Musical Eternize promete mexer com as emoções do seu público nesta sexta-feira, dia 23 de abril, a partir das 20 horas, no seu canal do youtube, com uma apresentação ao vivo. Vai ser uma noite com música de qualidade e muito romantismo. Vale a pena conferir. A transmissão será pelo link: https://youtu.be/-8gtAcOtlpY.


Coletivo de dança faz sua primeira apresentação

E no domingo, 25 de abril, também através de live, a Enamorada Cia de Dança apresenta seu espetáculo de dança “Retratos e Canções”, às 17h, pelo canal recém-criado do coletivo de bailarinos de nossa cidade. Ao todo serão sete coreografias que traçam um painel da música popular brasileira e que retratam as emoções do povo brasileiro. Entre as composições escolhidas estão clássicos de Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Sandra de Sá, Martinho da Vila, Elis Regina e Amianto.



quarta-feira, 14 de abril de 2021

2021 - A CULTURA QUE NÃO PODE PARAR

 


Parece que o ano de 2020 ainda não acabou, pois quem esperava que os dias fossem melhores e que uma certa normalidade viesse nos amparar acabou se decepcionando. Os brasileiros não tiveram as suas eufóricas férias de verão; o carnaval não aconteceu; as aulas começaram e foram suspensas; as reprises invadem ainda as telas; e a programação cultural continua entravada com seus eventos cancelados, adiados, suspensos, restritos, virtuais... E os artistas sonham, assim como todos os que têm sede que as coisas melhorem, com a vacinação em massa.

Enquanto isso não ocorre, há uma luta pela prorrogação da Lei Aldir Blanc, uma importante conquista que veio em socorro à classe artística, e projetos – aprovados em 2020 – estão na lista de espera para acontecer, ou acontecendo timidamente. Conheça um pouco do que já aconteceu.


Exposições no Teatro Fernando Torres

No meio de tantas inseguranças, duas exposições tiveram oportunidade de serem mostradas por conta do edital nº 02/2020 da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes. A exposição “Pontuando Anjos e Arcanjos”, de João Batista Ferreira de Moraes ficou no final de fevereiro até o dia 08 de março na Galeria Zélia Viana de Aguiar, com mais de 16 trabalhos pintados em tecido, tela, telhas, e material de demolição. Algumas obras inéditas, originais e que mostram à procura do artista em diversas técnicas.


Na sequência, pouco antes de um novo lockdown, o artista plástico Henrique Macedo expõe na Galeria do Teatro a exposição “Retratos da Galeria Velasquez”, com seis importantes obras que mostram a beleza das mulheres e também da raça indígena. Em óleo sobre tela, os retratos são impactantes que demonstram a técnica do pintor. Vale a pena ainda conferir nestes últimos dias de exposição, com todos os protocolos sanitários exigidos neste momento.



A cultura dos povos tradicionais

O Centro Espírita São Jorge e Santa Bárbara, de Guaçuí, realizou no dia 28 de fevereiro, durante o dia, uma festa de louvor a Oxalá, Ogum e Oxum, dentro da proposta de preservação da cultura de matriz africana no município de Guaçuí, defendida pelo edital nº 02/2020, da Lei Aldir Blanc, através da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes.

Com participação de integrantes de Guaçuí e Alegre, a jornada atingiu seu proposto, podendo manter viva a tradição de louvar santos e orixás, muito comum no sincretismo religioso brasileiro, e ao mesmo tempo fazer a entronização de novos elementos dentro dos rituais do candomblé e da umbanda. A Lei Aldir Blanc possibilitou essa realização, fomentando e divulgando as religiões de etnia negra e sincrética.



Nasce um novo espetáculo teatral

Com direção de Ribamar Ribeiro, do Rio de Janeiro,  com sete atores no palco e dois na técnica, vai estrear em maio o novo trabalho do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, dentro do edital de Artes Integradas da Secretaria de Estado da Cultura – Secult – ES. É um projeto de residência artística e trouxe a Guaçuí um importante diretor do cenário nacional.

O espetáculo Os Sacrilégios do Amor é baseado nos contos de Nelson Rodrigues “A vida como ela é” e foi montado em etapas virtuais e presenciais (estas no feriado de carnaval), exigindo grande disciplina dos atores: Aline Saraiva, Eliane Correia, Jacimar Henrique, Kaio Serafim, Lucas Almeida, Neuza de Souza e Ronny Pires.

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Na semana que vem, mais fatos culturais de nossa cidade: teatro, poesia, música, e cultura tradicional.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Continua aberto o cadastro da cultura para recebimento da Lei Aldir Blanc

 


Segue aberto ainda nesta semana o processo de cadastramento de trabalhadores da cultura para solicitar o auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc junto à Secult - ES. Para garantir que os recursos cheguem a quem mais precisa, a Lei impõe critérios e pede comprovações de que esses trabalhadores precisam do auxílio então, no ato do cadastramento, é necessário comprovar critérios socioeconômicos e culturais.

Contemplando trabalhadores em diversos setores que encontram na cultura o seu sustento, o cadastramento que está aberto se refere ao Inciso I da lei e é destinado à pessoa física. O recurso disponibilizado é uma renda emergencial básica de cinco parcelas no valor de R$ 600.


Saiba quem pode receber o auxílio

Artesãos, brincantes, criadores e artistas da área circense, artes visuais, audiovisual, dança, música, ópera, teatro, design, moda, fotografia, cultura popular, gastronomia, literatura e patrimônio cultural, consultores e pesquisadores da área de cultura, educadores, oficineiros e instrutores, curadores, programadores, produtores, técnicos que atuam na área de cultura associados às áreas de cenografia, figurino, iluminação e sonorização.

A solicitação do auxílio emergencial será feita, exclusivamente, pela plataforma on-line Mapa Cultural ES, através do link https://mapa.cultura.es.gov.br/autenticacao/. Maiores informações na página da Secult – ES (secult.esgov.br), na aba da Lei Aldir Blanc.


Guaçuí realiza reunião com os fazedores de cultura

No dia 28 de outubro, no Teatro Fernando Torres, cumprindo os dispositivos de prevenção da Covid 19, aconteceu uma reunião com os artistas e produtores de cultura do município de Guaçuí, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, quando foi apresentada a regulamentação municipal da Lei Aldir Blanc e informes sobre os andamentos  de repasse dos recursos aos que possuem direito.

Com participação de membros do Conselho Municipal de Cultura e da Comissão de Implementação e Fiscalização da Lei Aldir Blanc em Guaçuí, o encontro serviu para retirar dúvidas, esclarecer que tem o direito nos incisos e traçar os próximos passos para contemplar os espaços culturais e os artistas e grupos, estes no inciso III, com apresentações de ativos culturais.


Tributo a Sérgio Blanc em sarau poético

O Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira realiza nesta quinta feira, dia 05 de novembro, às 19h30, um sarau poético online com textos do capixaba Sérgio Blank, falecido neste ano. O tributo reunirá cerca de 34 poemas, além de música e performance teatral, sendo realizado pela Secretaria Municipal de Cultura de Vitória, dentro do Projeto da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim.

O sarau “Os dias ímpares” será transmitido pelo canal do “Gota, Pó e Poeira” no youtube e retrata o universo conturbado e intenso do escritor e tem o apoio da Academia Guaçuiense de Letras e Cultura.


Exposição “Olhares em Desenho”

Continua em aberta à visitação na Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes a exposição “Olhares  em desenho”, com trabalhos em retrato e criação autoral, do jovem artista plástico Rafael Gouveia Oliveira. O universo dos mangás, quadrinhos e personagens de filmes e personalidades reais aparecem retratados em sua obra, mostrando o seu talento em lápis, caneta e nanquim.

Vale a pena conhecer!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

A CULTURA SE ADAPTA A UMA NOVA REALIDADE

 


Tertúlia reuniu poesia, música e teatro

Aconteceu no último sábado, às 14h, ao vivo, a live “Tertúlia Poético-Teatral – O amor e seus caminhos”, transmitida pela TV-E e youtube. Com trechos das obras teatrais “Um solo para dois atores”  e “A cor desta noite”, e poemas e crônicas  do livro homônimo da jovem escritora Giulian Soares Ola, este colunista  Carlos Ola e seu filho Carlos Gabriel Soares Ola, apresentaram um sarau de aproximadamente uma hora de duração, com boa interação do público.


Tertúlia, como foi explicado na abertura do programa, é uma espécie de sarau literário em que reúne membros de uma família ou amigos, e são apresentadas várias modalidades artísticas e reflexões filosóficas ou literárias, tudo em casa. Foi muito comum na Europa, basicamente na Espanha, e se estendeu por algumas cidades do Rio Grande do Sul, no Brasil. Hoje faz parte de programações escolares.

O projeto foi aprovado pelo edital emergencial da Cultura – 1ª etapa – organizado pela Secult-ES e deve foi  disponibilizado em outras plataformas digitais, no Festival Conecta que permanece semanalmente com sua programação.


O grupo de teatro aos poucos busca o retorno

Com a possibilidade de alguns festivais online, o Grupo de Teatro “Gota, Pó e Poeira” retomou alguns ensaios, mantendo os cuidados devido à pandemia que ainda está presente no país, em busca de preparação para cumprir os convites  e pauta com espetáculos de rua e infantil.

Entre os espetáculos está “Que história é essa?”, de rua, que fala de questões políticas e envolve ainda reflexões sobre vida e morte. O tema é atual, trabalha com ironias, e é a montagem mais recente do grupo, com participação de Lucas Almeida, Matheus Soares, Rafaela Carvalho, João Batista de Moraes e Kaio Serafim. A gravação do ensaio deve acontecer na sexta feira, e será direcionada ao Festival de Teatro Cidade de Vitória.

O grupo retoma ainda os ensaios de seu clássico “Para sempre Rapunzel”, com objetivo de cumprir sua agenda no Projeto “Viagem pela literatura – Ver o livro ao vivo e em cores”, da Biblioteca Adelpho Poli Monjardim, de Vitória em outubro e novembro. No elenco: Aline Saraiva, Jacimar Henrique, Edmar da Silva, Eliane Correia, Kaio Serafim, Daniele Lino, Lucas Almeida e João Batista de Moraes. Na técnica Neuza de Souza e Matheus Soares.

As transmissões serão ao vivo e serão transmitidas em plataforma como youtube e facebook.


A Lei Aldir Blanc em Guaçuí

Foi finalizado na semana passada o plano de ação do município a ser postado na Plataforma + Brasil, para que os recursos da Lei Aldir Blanc cheguem a Guaçuí nas próximas semanas. 80% do valor vão ser repassados a espaços culturais cadastrados e referendados pelo Ministério do Turismo e cadastro estadual, e 20% destinados a editais de chamamento, que envolve apresentações de música, teatro, dança, recital literário, exposições  e cultura tradicional, .

A comissão responsável tem se reunido semanalmente para a regulamentação municipal da lei, e é formada por representantes da sociedade civil e por membros da administração pública.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

37 ANOS DO GRUPO DE TEATRO GOTA DE GUAÇUÍ

 

O Grupo Teatral “Gota, Pó e Poeira” comemorou seus 37 anos de existência no dia 15 de agosto com uma live de entrevistas com boa parte de seu elenco, comandada pela atriz Aline Saraiva, no último sábado. No encontro virtual pelo instagram, os atores falaram de suas experiências, personagens preferidos, momentos marcantes e o que esperam pós pandemia. Muitas lembranças ainda foram repassadas e o público ficou conhecendo parte da história da companhia.

O surgimento do Grupo

O Gota surgiu em 15 de agosto de 1983, quando um grupo de adolescentes e jovens do movimento da Igreja Católica resolveu montar trabalhos independentes do contexto religioso ou escolar, vendo no grupo uma possibilidade dessa realização. A partir daí, partiram para estudo de textos, pesquisas sobre o ato de fazer teatro e ainda de como estruturar um grupo. Nessa trajetória de 37 anos, os integrantes foram se modificando, porém sempre em busca de oficinas, festivais, mostras e intercâmbios.

A companhia guaçuiense é hoje uma referência no Estado do Espírito Santo, sendo um dos grupos mais ativos das terras capixabas. Seu processo de criação nunca sofreu qualquer interrupção e somada às suas montagens, vieram projetos de circulação de espetáculo, realização de mostras, e ainda a organização do Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, que acontece anualmente e sua transformação em Ponto de Cultura com o projeto Guaçuí em Cena.

As primeiras apresentações

Nesses 37 anos o grupo coleciona muitas histórias e prêmios. Mas para chegar ao estágio de hoje, fizeram desde apresentações em cima de caminhões a palcos grandiosos como os do Rio e São Paulo. As primeira apresentações do grupo foram com as peças “A Verdade” e “O médico à força”, no Salão dos Vicentinos em Guaçuí, e depois no Distrito de São Tiago. A poeira da estrada que dava acesso ao vilarejo parece que entranhou na história da companhia, e de lá para cá, uma importante página das artes cênicas capixabas foi escrita, com montagens que dialogam com Shakespeare, Molière, Soffredine, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Bráulio Pedroso,  Magalhães Júnior, entre outros.

Na live do último sábado, participaram o diretor do Grupo – Carlos Ola, e os atores Ronny Pires, Neuza de Souza, Eliane Correia, Jacimar Henrique, Kaio Serafim, Rafaela Carvalho, Danielle Lino, além de ex participantes como Moacir Santos e Kalayne Karla. No chat também estiveram Eder Gaioski, Jacqueline Moreira, Klaus Lucas, Matheus Soares, entre outros, que compõem sua extensa lista de integrantes e apoiadores como Elizete Caser, da Biblioteca Municipal de Vitória, e diretores que já passaram por Guaçuí.