quinta-feira, 8 de julho de 2021

Coletivo teatral faz apresentações em escolas

 

O Coletivo Guaçuí em Cena começou nesta quinta feira, dia 8, uma série de 10 apresentações do espetáculo “A pedra da lua – A lenda das icamiabas” para alunos das escolas municipais e estaduais de Guaçuí, projeto aprovado no edital 026/2019 de coletivos juvenis -  interações estéticas da Secretaria de Estado do Espírito Santo – Secult-ES.

A proposta inicial do projeto era atingir cinco escolas e um total de 2600 alunos, no entanto, devido à pandemia do Covid 19 - que impôs muitas restrições, o espetáculo será apresentado para uma plateia reduzida, de 5º e 6º anos, em área aberta, com uso de máscaras e distanciamento. Os diretores  dos estabelecimentos de ensino consentiram com as apresentações devido ao risco baixo neste município e ainda o tema de o espetáculo estar relacionado aos conteúdos didáticos das turmas envolvidas.


Lendas e mitos da Região do Caparaó

O texto, inspirado nas lendas contadas por José Wlademiro de Carvalho, escritor e historiador, narra as trajetórias de Guaracy e Jacy, separados por mundos diferentes, que no entanto acabam por se esbarrar num portal místico na Serra do Caparaó.  Durante uma excursão ao Pico da Bandeira, Guaracy se perde do guia e se depara com o portal que tem como guardião o turrão Puchirõ, protetor de um reino místico e é nele que vive a princesa Jacy querendo descobrir a sua história.


Lendas como da “casa queimada” no Pico da Bandeira, das mulheres guerreiras do Caparaó, da constelação das Três Marias e da serpente guayupiá serão contadas pelo coletivo que vem desde o ano passado se preparando para as dez apresentações.

O líder do coletivo e ator Kaio Serafim está entusiasmado em reencontrar o público e ainda exercer a possibilidade de uma mini temporada. “É um momento de euforia poder voltar aos palcos, mesmo que esse seja em quadras e pátios escolares, e ter esse encontro direto com o público. Será o momento também de experimentar o que temos estudado e ensaiado de forma prática e concreta”, declara.


No elenco e técnica estão Kaio Serafim, Lucas Almeida, Rafaela Carvalho, Breenda Martins, Luiz Carlos Nascimento, Raynne Medeiros e Matheus Soares. O diretor convidado é Carlos Ola e a cenografia é de João Batista de Moraes. As apresentações acontecem até o dia 27 de julho em seis escolas deste município.

Vale ressaltar que o Coletivo Guaçuí em Cena é oriundo das oficinas do Ponto de Cultura do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, e seu elenco é formado de atores até 27 anos, sendo esta uma das prerrogativas do edital de coletivos juvenis da Secult – ES.



segunda-feira, 14 de junho de 2021

FESTIVAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ 2021 – UMA EDIÇÃO HISTÓRICA

 

Com recursos da Lei Federal Aldir Blanc – Ministério do Turismo, através do Edital de Artes Integradas da Secult-ES, e ainda parceria da Prefeitura Municipal de Guaçuí – Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, o Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira realizou o 21º Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, no período de 16 a 22 de maio deste ano, quando reuniu 18 espetáculos, oriundos do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba.

A abertura se deu com o espetáculo Abajur Cor de Carne, do Coletivo Emaranhado, de Vitória – ES, que retratou a violência contra a mulher, principalmente em terras capixabas. Com excelente índice de visualizações, visto que as peças foram transmitidas ao vivo do palco do Teatro Fernando Torres, o espetáculo que reúne teatro e dança recebeu o prêmio especial do Festival de Pesquisa e Linguagem.

O segundo dia do festival (17) contou com a abertura da Mostra Para Infância e Juventude. O espetáculo Dom Quixote – em construção, em processo, de São Caetano do Sul – SP - arrebatou praticamente todos os prêmios do júri oficial: melhor espetáculo, texto, direção, figurino, iluminação, maquiagem, cenografia, sonoplastia, ator (João Rocha)  e ator coadjuvante (Márcio Díglio). A releitura do clássico fez uma reflexão do atual momento do teatro e da sociedade diante à pandemia.

O outro espetáculo apresentado na noite de segunda feira foi  Um Certo Lampião, solo da Cia de 4 no Ato, do Rio de Janeiro. Com ótima atuação de Sidclay Batista e direção de Gilvan Balbino, um descendente de Virgulino Lampião revisita a história do suposto parente, explorando outras nuances dos fatos. O texto recebe o prêmio especial de texto inédito do Festival.

Na terça feira, dia 18, foi a vez de espetáculos do Espírito Santo e Paraíba estarem em cena. O Grupo Boyasha, de Santa Maria de Jetibá – ES, apresentou o espetáculoinfanto juvenil A Árvore, que traz elementos ligados à preservação do meio ambiente, com boas atuações, cenografia e sonoplastia. 

Já no início da noite, o Grupo Cara Dupla, de João Pessoa, estreou a montagem As Malditas que deu a Letícia Rodrigues o prêmio de melhor atriz da mostra de rua e a Romilson Rodrigues o prêmio de melhor maquiagem, além de melhor espetáculo de rua pelo júri popular. 


Terror e Miséria, de Cachoeiro de Itapemirim, adaptação da obra de Brechet, encerrou aquela programação dia com o teatro político. Encenado pelo Epicentro, trouxe ao palco atores iniciantes com uma proposta de discussão social. Vem vindo uma nova leva de atores cachoeirenses.

Três espetáculos estiveram no palco do Fernando Torres na quarta feira (19). Às 14h, o espetáculo guaçuiense Contos da Cor, da Cia Mais um Ponto, Mais um Conto, foi apresentado com maestria pelo seu elenco: Eliane Correia, Kaio Serafim e o músico Guilherme. Com histórias que envolvem a etnia afro-brasileira, recebeu elogios dos analistas do festival e os prêmios de Melhor Atriz (Eliane Correia) e Prêmio Especial de Pesquisa do Júri Oficial, entre outras indicações. 

Já às 17h, a Cia Homônimos Perfeitos, de Alegre, fez a apresentação de Nem Tudo São Amores, na lateral do Teatro, trazendo humor para a rua, com os atores Alvair Gusmão, Klaus Lucas e Jeremias Custódio.

A noite de quarta feira foi finalizada com a grande vencedora da mostra de teatro adulto: A mais forte, do Grupo Boyasha, do Espírito Santo. Numa apresentação impecável, a montagem recebeu os prêmios de melhor espetáculo do júri oficial, além de direção, ator, sonoplastia, figurino, iluminação e maquiagem. Texto clássico da dramaturgia mundial, João Paulo Stein, em excelente atuação, utiliza todos os elementos disponíveis em cena, numa comunhão perfeita com a técnica.

O quarto dia do Festguaçui (20) trouxe às 10h da manhã, debaixo de um sol forte, a Cia Tramp de Palhaços, de Jundiaí – SP. O grupo paulista encenou A Refeição. Espetáculo solo de palhaçaria, com proximidade com a metalinguagem, a apresentação deu a Eduarda Ohoe o prêmio de Melhor Figurino do teatro de rua. 

E às 14h, no palco de teatro, Erick Pinguin, da Ovorini, de Sete Lagoas – MG, encenando Estação Torrete levou o prêmio de melhor ator pelo júri oficial e melhor espetáculo para infância e juventude pelo júri popular, também em um espetáculo de palhaçaria. 

Logo à noite, foi a vez da estreia do espetáculo O mundo assombrado, da Cia Nós de Teatro, de Cachoeiro de Itapemirim, fruto de uma residência artística. Reflexivo, atual, com linguagem para internet, terá um longo e brilhante caminho pela frente.

Mais três espetáculos foram apresentados na sexta feira, dia 21, a começar por A noite iluminada, da Cia Junco, formada por atores argentinos radicados em Vitória – ES. Poética, lírica, e envolvente, a montagem recebeu o prêmio especial do júri oficial melhor música original. 

Quando chegou o final da tarde, Carlitos Cachoeira e Amora Gasparini, da Cia Lacarta, trouxeram à mostra de rua o espetáculo Dose Dupla. Pelo trabalho apresentado os atores receberam o Troféu Especial José Luiz Gobbi, homenagem ao artista recém falecido.

A noite de sexta feira foi finalizada com o espetáculo Eternamente, Bibi – da Cia Cara Dupla, de João Pessoa – PB, com atuação de Letícia Rodrigues. O tributo a Bibi Ferreira, com a técnica de dublagem da atriz, emocionou ao público na transmissão no canal do festival, arrebatando o prêmio de melhor espetáculo pelo júri popular. A trajetória de Bibi Ferreira, artística e pessoal, rendeu a Letícia Rodrigues o prêmio de melhor atriz por unanimidade e à companhia paraíbana o troféu especial Paulo Honório da Costa.

Na manhã de sábado, na calçada paralela ao Teatro, veio o grande vencedor da Mostra de Teatro de Rua. Com texto potente e atuação impecável, a montagem Eu, Romeu emocionou e provocou reflexões sobre a trajetória de um ator negro no mercado artístico. A Adorável Companhia, do Rio de Janeiro, vindo para substituir a montagem “Ariano – o cavaleiro sertanejo”, conquistou os prêmios de melhor espetáculo de rua pelo júri oficial, ator (Marcos Camelo), direção (Cecília Viegas), cenografia, sonoplastia e texto.

As atrações continuaram com apresentação de José Celso Cavalieri com o espetáculo convidado As malas que carrego, de Vila Velha, numa participação especial.

E às 20h foi a estreia de Os Sacrilégios do Amor, nova montagem do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, inspirada nos contos de Nelson Rodrigues do livro A vida como ela é, com direção de Ribamar Ribeiro, pelo edital de Residência Artística da Secretaria de Estado da Cultura, Lei Aldir Blanc. 

Após a estreia, foi feita a premiação aos grupos com participação dos analistas do Festguaçui: Luiz Carlos Cardoso, Luiz Navarro, Danyel Sueth e Rafaela Vagmaker; e membros da administração municipal – Prefeito Marcos Jauhar e Secretário Municipal de Cultura Eleon Domingos Spala Nunes.

A edição do festival 2021 como modelo híbrido: semipresencial e transmitido ao vivo pelo canal do Grupo Gota, Pó e Poeira, com apoio da Vlad Streaming, foi considerada histórica diante do quadro da pandemia e pela resiliência dos grupos e companhias. Parabéns a todos que participaram!!!

Fotos de Eder Gaioski

quarta-feira, 28 de abril de 2021

LITERATURA, DANÇA E TEATRO EM DESTAQUE NA SEMANA

 


Livro vai reunir textos de autores guaçuienses

Um antigo projeto da Academia Guaçuiense de Letras e Cultura saiu da gaveta e já ganha forma: uma coletânea de textos de seus confrades e confreiras, e convidados. A antologia está sendo produzida e em breve será lançada pela Editora Jordem, através do incentivo da Lei Aldir Blanc - edital nº 01/2020, da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Guaçuí.

O livro é uma contrapartida do edital que visa à manutenção de espaços culturais em tempos de pandemia. A princípio a AGLC pretendia realizar palestras com a classe estudantil nas escolas falando dos mitos, lendas e da cultura da região do Caparaó e ainda um concurso de poesia, no entanto com o prosseguimento dos protocolos sanitários que suspendeu as aulas presenciais, o projeto foi alterado, optando por publicar a coletânea que fala de saudade, amores, reflexões e atualidades, sendo o primeiro nessa linha em nossa cidade.


A representante oficial da AGLC neste projeto, a autora Veralúcia de Moraes, acredita que o livro possa incentivar o surgimento de novos leitores e ainda despertar o talento de novos autores, bem como apresentar ao público guaçuiense nossos escritores, em suas crônicas, poesias e contos.

A estreia de uma companhia de dança

A Enamorados Cia de Dança fez sua primeira apresentação oficial no último domingo, no Teatro Fernando Torres, com transmissão pelo seu canal no youtube. O espetáculo apresentado foi “Retratos e Canções”, conciliando a MPB aos passos das danças clássicas e contemporâneas, em sete belas coreografias, com participação dos bailarinos Eduarda Paschoal, Rafaela Carvalho, Sabrina Rodrigues, Gabriel Carvalho e Kaio Serafim.


Contemplada pelo edital 02/2020 da Secretaria de Cultura de Guaçuí, a bailarina Rafaela Carvalho resolveu homenagear grandes compositores da música brasileira e trouxe ao palco clássicos como “Beatriz”, “O bêbado e o equilibrista” “Mulheres” e “Retratos e Canções”, esta deu nome ao espetáculo.

Frutos das escolas públicas do município, os bailarinos mostram talento e vontade de prosseguir com a companhia e já estudam novas músicas e novos movimentos para o próximo espetáculo.

Quem não assistiu a live no domingo, dia 25, pode assistir pelo link https://www.youtube.com/watch?v=tQ5IRovUvAo


Coletivo teatral Guaçuí Em Cena faz apresentações nesta semana

Quem fará suas apresentações dentro do edital 02/2020 da Lei Aldir Blanc com parceria com a Secultures de Guaçuí é o Coletivo Guaçuí Em Cena, que traz ao público os espetáculos “A pedra da lua -  A lenda das Icamiabas” e “O menino que virou história”.

“A pedra da lua” é um espetáculo que reúne teatro e contação de história, e traz algumas lendas da Região do Caparaó, ligadas ao Pico da Bandeira, entre elas a história das icamiabas – mulheres guerreiras sem marido. A transmissão em forma de live será nesta sexta feira, dia 30 de abril, às 19 horas, do Teatro Fernando Torres.

Já no domingo, dia 02 de maio, acontece a live do espetáculo infanto-juvenil “O menino que virou história”, da premiada autora Nanna Castro. Além de ser um espetáculo bem divertido conduzido por uma “traça”, a peça ainda é um incentivo à leitura.

As transmissões acontecerão pelo canal do Guaçuí Em Cena, pelo youtube.

Oficinas e palestras culturais para a Região do Caparaó

Estão abertas as inscrições para as oficinas e palestras online voltadas preferencialmente para moradores de toda a região do Caparaó! (Alegre, Bom Jesus do Norte, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Iúna, Irupi, Muniz Freire e São José do Calçado). Elas acontecerão via Zoom, no período de 7 a 9 de maio, sendo as oficinas de contação de histórias, com Dalisa Campos; fotografia para shows, com Gustavo Louzada; interpretação para teatro, com Suely Bispo; stop motion, com Francisco Xavier; e as palestras Empreendedorismo para Artesanato, com Giovanni Zorzal; e Empreendedorismo para Música, com Daniel Morelo. As vagas são limitadas. A realização é do Instituto Parceiros do Bem, pela Lei Aldir Blanc com o apoio da Secult – ES.

Inscrições até 5 de maio no link:https://forms.gle/oJAeEXMPJyMQ9xReA




quarta-feira, 21 de abril de 2021

A CULTURA INDO ATÉ ONDE O POVO ESTÁ


A saga da Lei Aldir Blanc, aprovada no ano passado e que se encerraria no dia 31 de dezembro de 2020, com prestação de contas em março e abril de 2021, segue em frente, agora prorrogada pelo Decreto 10.683/2021, do dia 20 de abril, do Governo Federal. Entre as medidas aprovadas estão: a execução de projetos até 31 de dezembro de 2021; a apresentação de relatório final até março de 2022 - podendo prorrogar por 90 dias com justificativa; e a devolução de saldo até 10 de janeiro de 2022 pelos entes que não empenharam os recursos em 2020 ou não executaram como restos a pagar em 2021.

Isso não significa novos editais para a classe artística e nem o uso dos recursos que não foram empenhados. Significa que quem aprovou projetos terá mais prazo para realizar suas ações, o que já é um respiro muito grande para os produtores e artistas.

Seguindo a linha da semana passada desta coluna, mais alguns eventos já ocorridos em Guaçuí através da Lei Aldir Blanc, envolvendo nossos artistas.


Academia de Letras realiza sarau artístico

Em comemoração ao Dia da Mulher e ao Dia da Poesia, a Academia Guaçuiense de Letras e Cultura realizou no dia 14 de março, no Teatro Municipal Fernando Torres, o projeto Tertúlia – A força da mulher e da poesia, reunindo literatura, teatro, música, dança e artes plástica. A atração está disponível no canal youtube através do link https://www.youtube.com/watch?v=l1Dbzd3jpAg

A poetisa Veralúcia de Moraes, representando a instituição, foi quem fez a abertura do Sarau, quando falou da importância da Lei Aldir Blanc para os artistas do país. Em seguida, parte do elenco do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira fez a leitura de diversos poemas de autores guaçuienses, membros da academia e convidados, muitos enaltecendo a força e a beleza da mulher.  Outras participações vieram depois, como apresentação de dança pela Academia de Balé Rick Reis; números musicais com alunas da Escola de Música de Celso Montoni; e ainda uma participação especial na flauta com Rick Reis.

Este evento teve patrocínio da Lei Aldir Blanc, no seu inciso III, com edital da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Guaçuí.


Oficina de artesanato virtual

Outra ação do edital lançado pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes de Guaçuí para implementação da Lei Aldir Blanc em Guaçuí, foi a oficina de artesanato promovida pela artesã Elízia Del Fiúme, no dia 17 de abril, com transmissão pelo facebook, e está disponível no link https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=6115939855098969&id=100000490456036&sfnsn=wiwspmo

A artesã promoveu a Oficina “Fuxico e suas utilidades”, quando contou a história do pedaço de retalho transformado em muitas formas de decoração de objetos, como pegadores, pregadores, imãs, porta papel, puxa sacos, entre outros, além de poder ser também aproveitado em roupas e panos de cozinha.


Live da Eternize nesta sexta feira

O Grupo Musical Eternize promete mexer com as emoções do seu público nesta sexta-feira, dia 23 de abril, a partir das 20 horas, no seu canal do youtube, com uma apresentação ao vivo. Vai ser uma noite com música de qualidade e muito romantismo. Vale a pena conferir. A transmissão será pelo link: https://youtu.be/-8gtAcOtlpY.


Coletivo de dança faz sua primeira apresentação

E no domingo, 25 de abril, também através de live, a Enamorada Cia de Dança apresenta seu espetáculo de dança “Retratos e Canções”, às 17h, pelo canal recém-criado do coletivo de bailarinos de nossa cidade. Ao todo serão sete coreografias que traçam um painel da música popular brasileira e que retratam as emoções do povo brasileiro. Entre as composições escolhidas estão clássicos de Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Sandra de Sá, Martinho da Vila, Elis Regina e Amianto.



quarta-feira, 14 de abril de 2021

2021 - A CULTURA QUE NÃO PODE PARAR

 


Parece que o ano de 2020 ainda não acabou, pois quem esperava que os dias fossem melhores e que uma certa normalidade viesse nos amparar acabou se decepcionando. Os brasileiros não tiveram as suas eufóricas férias de verão; o carnaval não aconteceu; as aulas começaram e foram suspensas; as reprises invadem ainda as telas; e a programação cultural continua entravada com seus eventos cancelados, adiados, suspensos, restritos, virtuais... E os artistas sonham, assim como todos os que têm sede que as coisas melhorem, com a vacinação em massa.

Enquanto isso não ocorre, há uma luta pela prorrogação da Lei Aldir Blanc, uma importante conquista que veio em socorro à classe artística, e projetos – aprovados em 2020 – estão na lista de espera para acontecer, ou acontecendo timidamente. Conheça um pouco do que já aconteceu.


Exposições no Teatro Fernando Torres

No meio de tantas inseguranças, duas exposições tiveram oportunidade de serem mostradas por conta do edital nº 02/2020 da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes. A exposição “Pontuando Anjos e Arcanjos”, de João Batista Ferreira de Moraes ficou no final de fevereiro até o dia 08 de março na Galeria Zélia Viana de Aguiar, com mais de 16 trabalhos pintados em tecido, tela, telhas, e material de demolição. Algumas obras inéditas, originais e que mostram à procura do artista em diversas técnicas.


Na sequência, pouco antes de um novo lockdown, o artista plástico Henrique Macedo expõe na Galeria do Teatro a exposição “Retratos da Galeria Velasquez”, com seis importantes obras que mostram a beleza das mulheres e também da raça indígena. Em óleo sobre tela, os retratos são impactantes que demonstram a técnica do pintor. Vale a pena ainda conferir nestes últimos dias de exposição, com todos os protocolos sanitários exigidos neste momento.



A cultura dos povos tradicionais

O Centro Espírita São Jorge e Santa Bárbara, de Guaçuí, realizou no dia 28 de fevereiro, durante o dia, uma festa de louvor a Oxalá, Ogum e Oxum, dentro da proposta de preservação da cultura de matriz africana no município de Guaçuí, defendida pelo edital nº 02/2020, da Lei Aldir Blanc, através da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes.

Com participação de integrantes de Guaçuí e Alegre, a jornada atingiu seu proposto, podendo manter viva a tradição de louvar santos e orixás, muito comum no sincretismo religioso brasileiro, e ao mesmo tempo fazer a entronização de novos elementos dentro dos rituais do candomblé e da umbanda. A Lei Aldir Blanc possibilitou essa realização, fomentando e divulgando as religiões de etnia negra e sincrética.



Nasce um novo espetáculo teatral

Com direção de Ribamar Ribeiro, do Rio de Janeiro,  com sete atores no palco e dois na técnica, vai estrear em maio o novo trabalho do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, dentro do edital de Artes Integradas da Secretaria de Estado da Cultura – Secult – ES. É um projeto de residência artística e trouxe a Guaçuí um importante diretor do cenário nacional.

O espetáculo Os Sacrilégios do Amor é baseado nos contos de Nelson Rodrigues “A vida como ela é” e foi montado em etapas virtuais e presenciais (estas no feriado de carnaval), exigindo grande disciplina dos atores: Aline Saraiva, Eliane Correia, Jacimar Henrique, Kaio Serafim, Lucas Almeida, Neuza de Souza e Ronny Pires.

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Na semana que vem, mais fatos culturais de nossa cidade: teatro, poesia, música, e cultura tradicional.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Continua aberto o cadastro da cultura para recebimento da Lei Aldir Blanc

 


Segue aberto ainda nesta semana o processo de cadastramento de trabalhadores da cultura para solicitar o auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc junto à Secult - ES. Para garantir que os recursos cheguem a quem mais precisa, a Lei impõe critérios e pede comprovações de que esses trabalhadores precisam do auxílio então, no ato do cadastramento, é necessário comprovar critérios socioeconômicos e culturais.

Contemplando trabalhadores em diversos setores que encontram na cultura o seu sustento, o cadastramento que está aberto se refere ao Inciso I da lei e é destinado à pessoa física. O recurso disponibilizado é uma renda emergencial básica de cinco parcelas no valor de R$ 600.


Saiba quem pode receber o auxílio

Artesãos, brincantes, criadores e artistas da área circense, artes visuais, audiovisual, dança, música, ópera, teatro, design, moda, fotografia, cultura popular, gastronomia, literatura e patrimônio cultural, consultores e pesquisadores da área de cultura, educadores, oficineiros e instrutores, curadores, programadores, produtores, técnicos que atuam na área de cultura associados às áreas de cenografia, figurino, iluminação e sonorização.

A solicitação do auxílio emergencial será feita, exclusivamente, pela plataforma on-line Mapa Cultural ES, através do link https://mapa.cultura.es.gov.br/autenticacao/. Maiores informações na página da Secult – ES (secult.esgov.br), na aba da Lei Aldir Blanc.


Guaçuí realiza reunião com os fazedores de cultura

No dia 28 de outubro, no Teatro Fernando Torres, cumprindo os dispositivos de prevenção da Covid 19, aconteceu uma reunião com os artistas e produtores de cultura do município de Guaçuí, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, quando foi apresentada a regulamentação municipal da Lei Aldir Blanc e informes sobre os andamentos  de repasse dos recursos aos que possuem direito.

Com participação de membros do Conselho Municipal de Cultura e da Comissão de Implementação e Fiscalização da Lei Aldir Blanc em Guaçuí, o encontro serviu para retirar dúvidas, esclarecer que tem o direito nos incisos e traçar os próximos passos para contemplar os espaços culturais e os artistas e grupos, estes no inciso III, com apresentações de ativos culturais.


Tributo a Sérgio Blanc em sarau poético

O Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira realiza nesta quinta feira, dia 05 de novembro, às 19h30, um sarau poético online com textos do capixaba Sérgio Blank, falecido neste ano. O tributo reunirá cerca de 34 poemas, além de música e performance teatral, sendo realizado pela Secretaria Municipal de Cultura de Vitória, dentro do Projeto da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim.

O sarau “Os dias ímpares” será transmitido pelo canal do “Gota, Pó e Poeira” no youtube e retrata o universo conturbado e intenso do escritor e tem o apoio da Academia Guaçuiense de Letras e Cultura.


Exposição “Olhares em Desenho”

Continua em aberta à visitação na Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes a exposição “Olhares  em desenho”, com trabalhos em retrato e criação autoral, do jovem artista plástico Rafael Gouveia Oliveira. O universo dos mangás, quadrinhos e personagens de filmes e personalidades reais aparecem retratados em sua obra, mostrando o seu talento em lápis, caneta e nanquim.

Vale a pena conhecer!