segunda-feira, 22 de junho de 2020

MUNICÍPIO SE PREPARA PARA A LEI ALDIR BLANC


Cultura cadastra artistas, manifestações e instituições de Guaçuí
Todos os trabalhadores da cultura e demais pessoas que atuam no setor cultural de Guaçuí estão sendo convocados para fazerem um cadastro que visa à atualização dos dados e ao mapeamento da situação da cultura no município. A convocação está sendo feita pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes (Semcultes) que, em articulação com o Conselho de Patrimônio Cultural, está dando apoio na parte de legislação e documental. O cadastro servirá como base de dados para definir aqueles que poderão ter direito aos benefícios previstos na Lei Emergencial da Cultura “Aldir Blanc”,  a ser sancionada pelo presidente da República, entre outros aspectos.
Para fazer o cadastro, o interessado deve acessar o site da Prefeitura de Guaçuí (www.guacui.es.gov.br) no qual há um link para acessar o formulário a ser preenchido por pessoas físicas, pessoas jurídicas e coletivos, manifestações, agrupamentos e comunidades. Esses formulários deverão ser entregues na sede da Semcultes, situada na Praça da Igreja Matriz (antigo Colégio São Geraldo), entre os dias 22 e 26 deste mês, no horário de 8 horas ao meio dia.
Além do formulário, deverão ser entregues cópias do CPF, Carteira de Identidade ou Carteira de Trabalho, cartão do CNPJ/MEI/Simples (no caso de pessoa jurídica), comprovante de residência, fotos e arquivos que comprovem a atividade declarada. Caso a pessoa não possua acesso à internet ou tiver dificuldade para o preenchimento do formulário, os servidores da Semcultes estarão à disposição para fazer a inscrição, mas as cópias dos documentos deverão ser entregues no mesmo dia.
20 anos do Teatro Fernando Torres
No próximo dia 30 de junho, às 19 horas, o Teatro Municipal Fernando Torres uma programação online em comemoração aos seus 20 anos de atividades. A programação constará da apresentação de uma peça teatral – Bumba meu boi, com o Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, exibição de depoimentos, divulgação de seu histórico e fatos curiosos e inusitados de sua trajetória.
Diante da pandemia do Covid 19 e necessidade de distanciamento social, a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes e a coordenação do Teatro optaram por uma live e assim manter comemorar essa importante data para as artes guaçuienses.
A programação vai ser transmitida pelo canal do Gota, Pó e Poeira pelo youtub.
Grupo de Guaçuí participa de sarau virtual
O Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira participou no último sábado, dia 20 de junho, do Sarau da Matilde, coordenado pelos atores paulistas Erik Busoni e Evas Carreteiro, de São Caetano do Sul, que já estiveram se apresentando em nosso município por diversas vezes.
O Gota apresentou uma breve cena de Romeu e Julieta, inserindo no texto nuances de atualidade e humor. Embora com problemas de acústica devido ao local da live, a participação promoveu o reencontro de alguns atores depois de 90 dias de quarentena.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

A CULTURA DE GUAÇUÍ PERMANECE VIVA


Embora o período de pandemia tenha afetado diretamente a área cultural, algumas ações no município de Guaçuí têm acontecido mesmo que timidamente. Isso ocorre nos Conselhos de Cultura e de Turismo, na nova direção da Academia Guaçuiense de Letras e Cultura, no Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira e ainda nas áreas de dança e música.

O foco no individual, no resgate da memória e nas lives têm sido a tônica de nossas instituições e artistas que, e para manter o fazer cultural na ativa, estão buscando novos caminhos ou novos talentos.
Fragmentos teatrais nas redes e canais da internet
O Grupo Teatral “Gota, Pó e Poeira” tem postado diariamente fragmentos textuais de seus espetáculos para manter sua arte viva e matar a saudade dos palcos. Assim os atores falam textos de até um minuto, postam no instagram e no facebook, recordando importantes espetáculos, tais como “Bumba meu boi”, “Estórias de um povo de lá”, “A cor desta noite”, “Para sempre Rapunzel”, entre outros sucessos.
Também a sua direção participou de três lives que falam da trajetória do grupo, da formação do Festival Nacional de Teatro, da construção do Teatro Fernando Torres, e da memória das artes cênicas em Guaçuí. A primeira foi com ator e diretor goiano João Bosco do Amaral, a segunda com o diretor e produtor José Celso Cavalieri, e mais recentemente com as produtoras e atrizes Ludmila e Luana Rosa, de Vitória.
O tombamento do Cristo Redentor
Em busca de uma atuação mais forte no município, o Conselho Municipal de Cultura se reuniu virtualmente na semana passada e propôs algumas mudanças nos nomes dos seus conselheiros. Entre os assuntos em pauta estavam o apoio aos artistas e produtores de arte de Guaçuí e o processo de tombamento do Monumento ao Cristo Redentor, uma antiga aspiração do colegiado.

A idéia é que a partir do tombamento do Cristo Redentor, outros espaços e patrimônios - material e imaterial - da cidade também tenham garantida a sua permanência em seu formato mais próximo do original.
Novos autores no blog da Academia de Letras
Já a Academia Guaçuiense de Letras e Cultura vem apostando na publicação de poesias, crônicas e contos de novos autores da cidade. O projeto busca dar visibilidade aos novos literatos para que ocorra uma renovação nas letras guaçuienses.

Os textos estão postados no blog https://aguacuiensedeletras.blogspot.com/ e tem tido uma boa repercussão no cenário literário da cidade. Já foram publicados obras das escritoras Júlia Gonçalves e Rita Cogo. E nesta semana haverá mais publicações.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

A CULTURA SEGUE ONLINE EM TEMPOS DE PANDEMIA


Em Chamas representa Guaçuí em concurso
O EDP Live Bands Brasil 2020 está de volta para ajudar diversas bandas a conquistarem o seu lugar no placo de um dos maiores festivais de música da Europa.
A 5ª edição do concurso, promovido pela EDP Brasil, está em busca de novas bandas brasileiras independentes de rock ou pop rock, com talento e muita vontade de brilhar.
De Guaçuí concorre a banda de thrash metal Em Chamas, com o videoclipe The conspiracy of war. Fundada em 2012, é liderada pelo vocalista Guilherme Mandrake e tem os músicos Rondinele na bateria , Lucas no baixo , e Phillipe na guitarra. Com essa formação gravou um EP independente com 6 musicas intitulado CAPARAÓ THRASH.
Para votar, basta acessar o site https://edplivebands.edp.com/brasil/votacoes
Jovem escritora guaçuiense lança seu livro em inglês
A escritora Giulian Soares Ola foi notícia nos jornais da Grande Vitória no último final de semana nas colunas sociais e de cultura. Atualmente em Vila Velha, mas passando a quarentena em Guaçuí, ela lançou seu livro “O amor e todos seus caminhos” em inglês sob o título “Love and all of its ways”. Agora são duas versões do livro disponíveis online em meio à pandemia pela Amazon e pelo Kindle – ideal em tempos de livrarias fechadas devido à pandemia.
Com 167 páginas a obra é uma coleção de crônicas e poesias sobre os caminhos que o amor pode tomar. O livro é dividido em quatro partes: o início, o fim, a saudade e o recomeço.
Uma parte dos poemas e crônicas também poderá ser vista numa live aprovada pelo edital emergencial de cultura do Governo do Estado do Espírito Santo, dentro do espetáculo Tertúlia Poético-Teatral, que vai envolver teatro, literatura e música.
Mostra de curtas com tema ambiental lança seu edital
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guaçuí lançou nesta segunda feira o edital de participação na Mostra de Vídeo “Curtas – Tema Ambiental” que acontece tradicionalmente no dia 05 de junho, no Teatro Fernando Torres.
O tema deste ano será “Pandemia: o novo Coronavírus e suas implicações num contexto socioeconômico e ambiental” e poderão participar quaisquer alunos do 3º ao 9º ano, do Ensino Fundamental, e 1º ao 3º ano, do Ensino Médio, das escolas públicas municipal e estadual, escolas privadas, além da sociedade civil do município de Guaçuí (esta última, exclusivamente, na categoria vídeo formato livre).
As inscrições deverão ser feitas até o dia 29 de maio, pelo email meioambiente.mostra2020@gmail.com. Os vídeos serão divididos em quatro categorias: Melhor Vídeo em formato livre – escola e também exclusivamente para a sociedade civil –, Melhor Vídeo adaptado e Melhor Vídeo formato livre. Com no máximo 2 minutos, os vídeos deverão ser produzidos utilizando dispositivo móvel de boa qualidade (celular), sempre na posição horizontal, em lugar com boa iluminação, possuindo conteúdo inédito (não pode ser reprodução ou cópia de algo já existente).
O formato do vídeo tem que ser em MP4, com qualidade acima de 480p (normalmente, essa já é a qualidade original do próprio dispositivo móvel). Vale paródias, memes, poesias, animações e outras linguagens.

terça-feira, 5 de maio de 2020

ARTISTAS GUAÇUIENSES SE REINVENTAM NA PANDEMIA


Em tempos de pandemia e distanciamento social com os teatros, museus e espaços para show fechados, uma das classes profissionais mais sacrificadas são os artistas. Produtores, atores, músicos, cantores, técnicos, expositores, entre tantos outros, estão sem suas rendas e alguns passando por sérias necessidades financeiras e de produtos básicos de suas casas.
Na contramão desse quadro, são os artistas que estão tornando os dias em casa – para aqueles que realmente ficam isolados – melhores e mais bonitos, pois são as músicas, as novelas, as séries, os filmes, os produtores, os programas, entre outros, que fazem os dias e as noites mais fáceis de serem superadas. O livro voltou a ser um companheiro; a música embala os corações aflitos; e a arte de representar ocupa um espaço no olhar muitas vezes desamparado nesta pandemia.
O poder das lives
Para deixar mais próximo o artista de seu público, muitas lives surgiram para manter o vínculo entre ambos e dar um ar de ineditismo na programação das redes sociais e televisão. Músicos se reinventaram; atores tornaram-se declamadores e contadores de histórias; oficinas e cursos online vieram para ensinar aos mais jovens e aos mais adultos. Enfim, uma gama de oportunidades.
Atriz conta histórias na rede social
Em Guaçuí, Eliane Correia iniciou seu projeto de Quarentena de Contação de Histórias, com sua Companhia Mais um Ponto, Mais um Conto. O projeto ganhou dimensão estadual e foi citado nas páginas de importantes jornais do estado. A cada semana ela escolhe uma história e apresenta no instagran e ainda a deixa em suas redes sociais. A atriz ainda oferece oficinas e um momento de evangelização com passagens bíblicas.
Cantores e bandas fazem live
Na música os cantores Salvador Ibanez, Lívia Suhett,  Felipe Fernandes e Erick Duarte, e Odair de Paula têm feito apresentações através de seus canais e rede social, bem como as bandas Alternative Stage, Red Snow e Projeto Paralelo 80. Além de estarem divulgando o trabalho, alguns fazem campanha de arrecadação de doações a serem revertidas para as famílias carentes do município.
Aulas de dança online
A área de dança também não está parada. Rick Reis tem postado frequentemente aulas em sua rede social, com aulas de dança, dicas de bem estar, palavras de otimismo e saúde corporal. Foi a forma que ele encontrou, juntamente com a bailarina Rafaela Carvalho, para estarem mais próximos de seus alunos e público.
Grupo de Teatro tem sua história registrada
Já o Grupo “Gota, Pó e Poeira” aproveitou o momento para deixar prontas importantes passagens de sua história em dois documentários. O primeiro vai ser apresentado no site oficial da Prefeitura Municipal de Guaçuí e conta boa parte de seus 36 anos de circulação pelo Brasil; o outro está disponível no youtube - https://youtu.be/nfcyU9Z9Upc - sendo uma live com o ator João Bosco Amaral, de Goiás, falando da importância do Festival Nacional de Teatro de Guaçuí. Enfim, a cultura não parou!

quarta-feira, 22 de abril de 2020

OUTROS FATOS DA HISTÓRIA DE GUAÇUÍ


Sobre os nomes:
Dizem que quando aqui chegavam os bandeirantes, encontravam sempre uma manada de “veados brancos” à beira do rio, sendo caça fácil para os mesmos. Assim o rio recebeu o nome de Veado, e a vila também. E o nome do município foi sendo depois direcionado para a denominação do rio – São Miguel do Veado.
Com o passar dos anos, o nome do animal “veado” tomou um tom pejorativo, havendo um movimento na comunidade pela troca do nome. Diz a lenda que em um encontro do interventor da vila, no Palácio Anchieta, em visita ao governo do Estado, para discutir a mudança do nome do município com o governador, na época João Punaro, este vê entrando na baía de Vitória rebocado o navio Siqueira Campos, então é determinado que o nome seria este  - Siqueira Campos, que a comunidade desejava para São Miguel do Veado.
Por que Siqueira Campos?
O povo da época não aceitou muito bem, mas acatou o nome dado pelo governador porque era lei, porém quem ficou revoltado foi um padre que havia chegado da Itália, “bravo como os botocudos”, e que há pouco tempo tinha construído a Matriz de São Miguel Arcanjo - Pe. Miguel de Sanctis. Ele afirmou que o Santo iria ficar descontente com o ato e nas comemorações do padroeiro de São Miguel Arcanjo veio uma forte chuva de granizo que destelhou boa parte das casas da cidade.
E é somente em 1943, que o Presidente da República Getúlio Vargas influenciou os governantes estaduais brasileiros a usarem nomes originais em tupi guarani, língua indígena (os legítimos donos das terras brasileiras). Assim, Siqueira Campos torna-se Guaçuí.
A Matriz de São Miguel Arcanjo
A construção da Igreja Católica – Matriz de São Miguel Arcanjo -, foi a primeira construção de vulto do município, inaugurada no dia 29 de setembro de 1928. Os tijolos foram feitos na olaria do senhor Durval Emery (filho de dona Emiliana Emery).
Nos históricos da edificação da Igreja, conta-se que em 29 de setembro de 1923, às 16 horas (da tarde), começou a construção da Matriz. A capela, foi a Matriz provisória de 29 de setembro de 1924 até a inauguração da Matriz, em 29 de setembro de 1929.
Em janeiro de 1929 seria a inauguração, data do aniversário de D. Luiz Scorteganha, mas devido ao estado de saúde deste, foi transferida para setembro, dia 24. Nos documentos ainda constam que “todas as inaugurações, homenagens, translados, eram feitos em dia de São Miguel, pelo Pe. Miguel por devoção.”
O cemitério revelado
Um ano após o início da construção da Matriz nova, demoliu-se a Matriz velha, encontrando em seus escombros inúmeros esqueletos. E muitos se perguntaram na época se o lugar da igreja velha foi cemitério de famílias de desbravadores antes ou até de escravos.
Atrás de uma foto antiga se registrava que “a primeira doadora de terreno para a Matriz foi Alzira do Espírito Santo. Houve dois doadores em 1863 e um doador em 1869 (Registro em cartório em 1903 ou 1904, confirmado por D. Luiz Scorteganha em 1930)”.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA DE GUAÇUÍ


Em 1820, oficialmente, começa a história de Guaçuí, porém há registros anteriores segundo diversos pesquisadores. No entanto, livros e revistas trazem que Manoel José Esteves de Lima explora a região à procura de riqueza (metais preciosos). Vindo de Mariana, Minas Gerais, chefiava uma “ bandeira”  composta de 72 pessoas que seguia o curso do rio Itapemirim. Eles chegam aos domínios do Barão do Itapemirim. Depois retornam para Alegre e Guaçuí. Dentre os membros da expedição, Justino Maria das Dores foi incumbido de aqui se estabelecer. Esteves de Lima, como não acha as pedras preciosas, fixa na região vários quartéis.
 

Uma disputa de Minas e Espírito Santo
A colonização começa a 29 de setembro de 1838, dia de São Miguel Arcanjo, quando Justino Maria das Dores e mais dez Bandeirantes estabelecem-se na circunvizinhança. Deram o início à organização e cultivo de terras, promovendo o desenvolvimento agrícola e econômico da região. Com eles estavam membros de muitas famílias importantes: Viana, Barbosa, Gomes de Azevedo, Carvalho, Ataíde, Aguiar Valim e Lobato.
Entre os desbravadores que se estabeleceram ao longo da bacia do rio, destacaram-se Luiz Francisco de Carvalho e José Luciano Lobato de Souza. Tornou-se lendária a disputa entre os dois.  José Luciano pretendia incorporar as terras deste povoado a Minas Gerais, enquanto Luiz Francisco de Carvalho defendia sua integração ao Espírito Santo. Com a vitória de Luiz Francisco, após decisões judiciais, José Luciano retornou a Minas Gerais, onde se fixou definitivamente, conforme promessa e aposta que havia feito. Eram homens de palavra!
 

O primeiro nome oficial – São Bom Jesus do Livramento
A primeira formação administrativa de Guaçuí teve início com a Resolução nº 122, de 25 de novembro de 1861, que cria a Subdelegacia de Polícia de Veado, na Paróquia de Alegre, município de Itapemirim, com limites pelo rio Itabapoana, a partir da barra de Castelo, e pelo Rio Preto, até a Serra do Caparaó. Era a divisão da época.
O primeiro nome oficial do município foi São Bom Jesus do Livramento, mas em 1866, decorrente da Lei Provincial nº 9, passou a denominar-se São Miguel do Veado em homenagem ao Santo do dia em que se dera a entrada dos pioneiros (29 de setembro), acrescentando ao nome a expressão “do veado” , tirado do rio que banha essa região. No entanto, há registros em documentos nomes anteriores: Bom Jesus do Rio Preto e Bom Jesus do Veado.

A emancipação política
Em 25 de dezembro de 1928, na transição do governo Nestor Gomes e Aristeu Aguiar, foi elevado à categoria de vila pela Lei Estadual nº 1688. E em 10 de janeiro de 1929, foi instalado o município, que com território desmembrado do município de Alegre ficou integrado pelos distritos de Veado (sede), São Tiago e Rio Preto (Dores), adquirindo foros de cidade pela lei estadual nº 1722, de 30 de dezembro de 1929.
Em janeiro de 1930, passou a denominar-se Siqueira Campos em homenagem aos bravos do Forte de Copacabana; e por Lei Estadual nº 1573, de 08 de agosto de 1931 foi criada a Comarca com um único termo, o próprio município, sendo a sua instalação no dia 03 de outubro do mesmo ano.
O primeiro prefeito eleito foi Manoel Monteiro Torres, pai do ator Fernando Torres, que ficou de outubro de 1929 a outubro de 1930, sendo cassado neste ano.

terça-feira, 7 de abril de 2020

GUAÇUÍ DE MUITAS HISTÓRIAS E SÍMBOLOS


A história do município de Guaçuí começa quando num lugar denominado Aldeamento, hoje localização do distrito de São Pedro de Rates, até princípios do século XIX, era domínio de tribos indígenas, os Puris (Botocudos). Eles eram ferozes e indomáveis, matavam os colonizadores e não permitiram durante um longo período de tempo que se ocupassem a região onde se encontra Guaçuí, pois para aqui se dirigiram  refugiando-se do avanço do invasor português. A fuga se deu também devido à expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, deixando desamparados os gentios.

A origem do nome
O nome Guaçuí tem origem indígena e, ao contrário do que muitos pensam e ensinam erroneamente, não significa “veado pequeno”. Há duas vertentes mais próximas da etmologia da palavra: segundo o estudo “Topônimos Capixaba”, de José Wlademiro Emery de Carvalho, significa “Rio Veado” ou “Águas do Veado”; já no livro “O incalistrado – Topônimos Capixabas de Origem Tupi”, de Samuel Machado Duarte, tem o significado “o Rio Grande” (Guassu-y), como se pronuncia.

Brasão
É de autoria do heraldista professor Arcinoé Antônio Peixoto, da Enciclopédia Heráldica Municipalista, evoca a raça colonizadora e principal formadora da nacionalidade.
Suas torres representam uma cidade de segunda grandeza, ou seja, sede de comarca.
A cor azul é símbolo de justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade.
A cruz de Lorena e o braço empunhando um punhal se constitui no símbolo de São Miguel Arcanjo.
As buzinas de caças, nas laterais, em estilo boaiadeiro, representam a pecuária.
O triplo mantel de jalde representa a Serra do Caparaó, centralizando o Pico da Bandeira.
A faixa ondada de blau  traz a significação do Rio Veado, que banha a cidade.
Nos ornamentos exteriores, veem-se o milho e o café, principais produtos oriundos de suas terras.
Na faixa vermelha, no listel de góles, centraliza o nome de Guaçuí com a frase que Cristo disse a Lázaro “Surge Et Ambula” (Levanta-te e anda), ladeado pela data de sua emancipação política em 25 de dezembro de 1928.

A Bandeira
Ela é esquartelada em cruz, lembrando nessa simbologia o espírito cristão de seu povo. O Brasão aplicado na bandeira representa o Governo Municipal. O losango branco representa a própria cidade - sede do município, com glória, esplendor e soberania. Já as faixas amarelas carregadas de sobrefaixas vermelhas representam a irradiação do poder municipal; e os quartéis de azul, simbolizam as propriedades rurais existentes no seu território, com a cor a indicar ainda justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade.

O Hino
Traz as referências de sua formação étnica (o povo indígena), belezas naturais (fauna e flora), desenvolvimento agrícola (cafezais), suas riquezas minerais, a fé de seu povo e a vida bucólica de sua gente. A letra é do poeta e professor Antônio Carneiro Ribeiro, com música de Célia V. Ferraz de Oliveira.